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Cannabis medicinal ganha espaço no Brasil com alta de 29% nas autorizações de importação em 2026

por | 23 ago, 2026

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O número de autorizações para importação de produtos à base de cannabis para uso medicinal cresceu 29% no Brasil no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou 116.372 importações, segundo levantamento realizado pela Cannect com base em dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O resultado representa uma expansão significativa em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas cerca de 15 mil autorizações mensais, em média. Neste ano, a média ficou próxima de 20 mil pedidos por mês.

Em junho, a Anvisa autorizou 18.255 importações. O maior número do semestre foi registrado em março, quando 23.199 pedidos receberam autorização.

Para a Cannect, os dados indicam uma ampliação da utilização de produtos derivados da cannabis no tratamento de pacientes com doenças crônicas. A avaliação da empresa é de que esse tipo de terapia passou a ocupar um espaço mais frequente nos tratamentos médicos.

Mudanças nas regras

O cenário também ocorre após uma atualização das normas sanitárias relacionadas aos produtos de cannabis medicinal.

Em fevereiro deste ano, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.015/2026, que revisou as regras para autorização sanitária de fabricação e importação de produtos derivados da cannabis destinados ao uso medicinal humano.

A regulamentação substituiu o marco estabelecido pela RDC 327/2019 e passou a valer oficialmente em 4 de maio de 2026.

A nova resolução estabeleceu mudanças no regime regulatório e levou a Anvisa a publicar esclarecimentos sobre alguns pontos da norma. As explicações foram elaboradas a partir de dúvidas encaminhadas pelos canais de atendimento da agência e de discussões técnicas realizadas durante o processo de revisão.

Os produtos à base de cannabis são utilizados em diferentes contextos terapêuticos, conforme indicação médica e regulamentação sanitária. A importação autorizada pela Anvisa constitui uma das formas de acesso a esses produtos no país.

O levantamento da Cannect considera as autorizações concedidas pela agência e não equivale, por si só, ao número de pacientes em tratamento ou à quantidade efetivamente utilizada de produtos derivados da cannabis.

Com Agência Brasil

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