No Dia do Profissional de Educação Física, celebrado nesta terça-feira (1º), o Conselho Regional de Educação Física de Alagoas (CREF19/AL) e o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) alertam para os riscos de seguir treinos publicados por influenciadores nas redes sociais sem acompanhamento especializado.
A campanha “Copiar treinos de influenciadores traz riscos graves à saúde” chama atenção para a prática cada vez mais comum de reproduzir exercícios encontrados na internet sem levar em consideração idade, condicionamento físico, limitações, histórico de lesões e objetivos individuais.
O presidente do CREF19/AL, Stanley Magalhães, afirma que o planejamento de um treinamento precisa ser individualizado. Segundo ele, cabe ao profissional de Educação Física avaliar as condições do aluno e definir exercícios, intensidade e volume adequados.
Lesão após treino na internet
A pesquisadora Tainá Andrade viveu as consequências de seguir um treino encontrado no YouTube. Durante o Carnaval de 2025, com a academia fechada, ela procurou uma sequência de exercícios para membros inferiores e reproduziu as atividades indicadas por uma influenciadora.
O treino desencadeou uma forte crise de coluna. Tainá passou cinco dias sem conseguir sair da cama e enfrentou semanas de dores intensas, precisando de medicamentos, aplicações e fisioterapia.
Ela já praticava Pilates, natação e musculação com acompanhamento profissional. Posteriormente, exames confirmaram uma hérnia de disco. Para a pesquisadora, a experiência reforçou os riscos de seguir exercícios que não foram elaborados especificamente para cada pessoa.
Influenciador não substitui profissional
O CREF-AL também diferencia conteúdos produzidos por profissionais habilitados daqueles publicados por influenciadores sem formação na área.
Ao disponibilizar uma aula nas redes, o profissional de Educação Física deve considerar que o conteúdo poderá ser acompanhado por pessoas com diferentes níveis de condicionamento e experiência. Por isso, a orientação é utilizar movimentos adequados ao público e reduzir riscos.
Já quem não possui formação técnica não tem competência para avaliar quais exercícios são apropriados para pessoas com condições específicas, como doenças cardíacas, diabetes, gestação, lesões ou problemas ósseos.
O conselho alerta ainda que prescrever ou orientar atividades físicas sem a habilitação e o registro profissional necessários pode caracterizar exercício ilegal da profissão.
A recomendação das entidades é que conteúdos encontrados nas redes sociais sejam vistos como informação, e não como substitutos de uma avaliação individual e do acompanhamento de um profissional de Educação Física.






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