Fotografar sem lente e usando apenas a passagem da luz. Essa é a proposta da oficina “Deriva: Pinhole como dispositivo de temporalidades”, que será realizada no próximo dia 12, na Casa Tanto, no bairro do Poço, em Maceió.
A atividade apresenta aos participantes a técnica pinhole, que utiliza câmeras artesanais com um pequeno furo no lugar da lente para produzir imagens. A proposta vai além do registro fotográfico e busca estimular uma relação mais atenta com a cidade, o corpo e as diferentes maneiras de perceber o tempo.
Ministrada pela artista Yvana Crizanto, a oficina inclui produção das imagens e revelação em laboratório. Segundo ela, o processo permite experimentar uma fotografia distante da velocidade das câmeras digitais e dos smartphones.
“Há fotos pinhole que passam meses para serem produzidas, dependendo do dispositivo”, explica.
A experiência também propõe novas possibilidades para as imagens depois da revelação. Fotografias produzidas de forma artesanal podem ser digitalizadas, editadas, projetadas, sobrepostas e remixadas, ampliando o trabalho para outras linguagens artísticas.
A oficina é aberta também a pessoas que não têm experiência com fotografia. A ideia é criar um espaço de troca sobre processos criativos e diferentes formas de observar a paisagem e as narrativas presentes no cotidiano.
A atividade já havia sido realizada em junho, durante a I Jornada Sankofa de Arquitetura da Paisagem da FAU-UFAL, vinculada ao projeto de monitoria “Paisagem e Memória em Alagoas: arquitetura, urbanismo e ancestralidade para cidades resilientes”.
Sobre Yvana Crizanto
Artista que pesquisa sons e imagens desde 2015, Yvana Crizanto desenvolveu trabalhos em espaços culturais de Belém, como a Associação Fotoativa, Kamara Kó Galeria, Casulo Cultural e Sesc.
Sua produção reúne fotografia, vídeo, música, poesia, canto e performance, frequentemente explorando questões relacionadas à identidade e às relações entre imagem e som. Em maio deste ano, lançou o espetáculo “Deriva”, no Theatro Homerinho, em Maceió.
A artista também desenvolveu projetos como “Universi de Si: Canto e Identidade” e “Água”, além de integrar, desde 2025, o grupo Baianas Mensageiras da Alegria. Atualmente, é mestranda em Design, com pesquisa voltada ao Design de Narrativas.
Serviço:
Oficina Deriva: Pinhole como dispositivo de temporalidades*
Dia 12/09 (sábado), das 9h às 13h, na Casa Tanto – Rua Félix Lima Júnior, 26, bairro Poço
Inscrições no formulário forms.gle/rJxyR7GBv64dF7uq5







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