A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, reúne, em Alagoas, nomes com diferentes trajetórias políticas e áreas de atuação. Entre os candidatos identificados com as lutas sociais e as bandeiras da esquerda, estima-se que dois nomes sejam eleitos para a Assembleia Legislativa.
O PT tem três deputados estaduais com mandato na Assembleia Legislativa, sendo dois recém-filiados ao partido: Marcos Barbosa e Breno Albuquerque.
Deputados estaduais
Ronaldo Medeiros, candidato à reeleição e presidente estadual do PT, desponta como um dos nomes de maior densidade eleitoral da Federação. Sua atuação está ligada à defesa dos trabalhadores e servidores públicos, dos direitos sociais e da valorização das carreiras. Na agricultura familiar, defende o fortalecimento dos pequenos produtores por meio da assistência técnica, do acesso ao crédito, da ampliação das compras públicas e de incentivos à produção. Também prioriza a educação pública e o SUS.
Dílson Ferreira, arquiteto, urbanista e professor da Ufal, tem na mobilidade urbana um dos principais eixos de sua candidatura. Defende um sistema de transporte público mais acessível e integrado, além da Tarifa Zero no transporte metropolitano. Habitação, meio ambiente, infraestrutura e planejamento urbano também integram sua agenda.
Teca Nelma, vereadora de Maceió, concentra suas propostas em educação, inclusão e direitos sociais. Defende a ampliação do Passe Livre Estudantil, políticas de inclusão e ações voltadas às populações mais vulneráveis.
Alycia da Bancada Negra coloca no centro de sua candidatura o combate ao racismo estrutural e a ampliação da representação negra na política. Também defende os direitos das mulheres, dos trabalhadores e da população LGBTQIA+, além de políticas públicas para as periferias nas áreas de educação, saúde, emprego e renda.
Judson Cabral, engenheiro civil, foi vereador de Maceió e deputado estadual. Com longa atuação política no PT, retorna à disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
Elida Miranda, jornalista e feminista, iniciou sua trajetória política no movimento estudantil e tem atuação ligada à comunicação, aos movimentos sociais e à defesa dos direitos humanos.
Deputados federais
Na disputa para a Câmara dos Deputados, a Federação reúne nomes com experiências na política institucional, no movimento sindical, na educação e na atuação comunitária.
Paulão, candidato à reeleição pelo PT, tem longa trajetória no partido e no movimento sindical. Foi vereador de Maceió, deputado estadual e exerceu quatro mandatos na Câmara dos Deputados.
Izael Ribeiro, professor da rede pública e presidente licenciado do Sinteal (Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas), leva para a disputa a experiência acumulada no movimento sindical e na defesa dos trabalhadores da educação.
Pastor Wellington, pastor da Igreja Batista do bairro do Pinheiro, integra a chapa com uma atuação ligada à comunidade religiosa e ao trabalho social.
Dafne Orion tem atuação ligada ao movimento sindical e à defesa dos trabalhadores. Sua trajetória no Sindicato dos Urbanitários de Alagoas está associada à luta por direitos trabalhistas e pela valorização dos serviços públicos. Está na disputa por uma vaga de deputada federal pelo PT.
Pelo PCdoB, Charles Hebert tem como principais bandeiras o esporte, a juventude e a educação pública. Defende o fortalecimento do esporte nas comunidades e periferias como instrumento de inclusão social. Também apoia o fim da escala 6×1 e a ampliação dos direitos dos trabalhadores, além de pautas relacionadas à cultura, à participação popular e ao combate às desigualdades.
Charles integra uma candidatura coletiva com Thiago Souza, Ênio Lins e Maria Yvone. Charles é o candidato formalmente registrado, enquanto os demais integram a composição política da candidatura. Thiago Souza tem atuação ligada ao movimento estudantil, à juventude e à cultura popular; Ênio Lins é jornalista, ex-vereador de Maceió e ex-secretário estadual de Cultura e Comunicação; e Maria Yvone é dirigente histórica do PCdoB, com trajetória de defesa da democracia e dos direitos humanos.
Com diferentes perfis e bases eleitorais, a Federação busca ampliar sua representação na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. O resultado dependerá da votação individual, mas também do desempenho conjunto da chapa e da distribuição dos votos entre seus integrantes.





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