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Apostas, jogos e excesso de telas: veja sinais de comportamento compulsivo

por | 12 set, 2026

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O crescimento das apostas esportivas online e o uso cada vez mais intenso de celulares, redes sociais e jogos digitais acendem um alerta para a saúde mental.

Segundo Allan Maia, professor da Pós-graduação em Psiquiatria da Afya Educação Médica Maceió, o principal sinal de preocupação não é apenas o tempo gasto nessas atividades, mas a perda de controle e os prejuízos causados na rotina.

No caso das apostas, aumentar progressivamente os valores, ficar irritado ao tentar parar, esconder gastos e pensar constantemente em apostar são comportamentos que merecem atenção.

Outro sinal importante é a tentativa de recuperar o dinheiro perdido fazendo novas apostas, comportamento conhecido como “perseguir as perdas”.

O especialista explica que as apostas ativam o chamado circuito de recompensa do cérebro, especialmente pela expectativa e pela incerteza sobre o resultado.

Nas plataformas digitais, o acesso rápido, as notificações e as transmissões ao vivo podem facilitar a repetição do comportamento.

Os impactos também podem aparecer na saúde emocional, com ansiedade, depressão, irritabilidade e alterações no sono.

Pessoas que já apresentam transtornos como ansiedade, depressão ou TDAH podem estar mais vulneráveis a utilizar jogos, apostas ou telas como forma de aliviar emoções desagradáveis.

Nas famílias, os sinais podem incluir esconder o celular, omitir movimentações financeiras, pedir dinheiro emprestado sem explicar o motivo e abandonar atividades sociais.

Dívidas e o uso de recursos destinados às despesas domésticas também podem provocar conflitos e comprometer a confiança entre familiares.

Para Allan Maia, buscar ajuda nos primeiros sinais pode evitar que a situação se agrave.

Psicólogos e psiquiatras podem auxiliar na identificação dos gatilhos e no tratamento dos comportamentos compulsivos.

A família também pode contribuir com limites, redução do acesso às plataformas, desativação de notificações e mecanismos de autoexclusão.

Entre crianças e adolescentes, o uso equilibrado das telas deve preservar o sono, os estudos, a atividade física e a convivência presencial.

O especialista ressalta que a tecnologia não precisa ser vista como inimiga, mas não deve passar a controlar a vida.

A principal reflexão, segundo Maia, é perceber quando a atividade deixa de servir à pessoa e passa a comandar sua rotina.

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