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Petição cobra TSE por suposta restrição de conteúdo político pela Meta

por | 14 out, 2026

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Uma petição coletiva pede que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobre explicações da Meta, empresa responsável por Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp, sobre remoções de publicações, bloqueios de contas e possíveis restrições de alcance durante a campanha eleitoral de 2026. O documento é direcionado ao presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, e afirma que as medidas adotadas pela empresa estariam prejudicando o debate público e a igualdade de condições entre candidatos.

Entre os episódios citados estão a desativação da conta de anúncios da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 23 de setembro, e denúncias de restrições a conteúdos de jornalistas, veículos independentes e movimentos sociais.

A petição também menciona um levantamento que identificou 255 perfis automatizados, supostamente operados com inteligência artificial, que teriam acumulado 58 milhões de visualizações em um mês. Os autores questionam ainda a permanência de conteúdos sintéticos e potencialmente enganosos nas plataformas.

O que a petição exige

Entre as principais reivindicações estão a restauração de contas e publicações consideradas removidas indevidamente, o fim das restrições de alcance sem notificação — prática conhecida como shadowban — e a divulgação dos números de bloqueios e remoções realizados durante o período eleitoral.

Os signatários também pedem justificativas individualizadas para cada medida, um canal de revisão humana com respostas rápidas e a preservação de registros de moderação para auditoria.

O documento sustenta que a Meta precisa prestar contas sobre suas decisões, especialmente quando elas afetam a circulação de informações políticas durante as eleições.

A petição convida a população a aderir à iniciativa por meio do site tiraamao.ctrlz.org.br.

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