A medida foi determinada pela presidente Keiko Fujimori, que afirma buscar o fortalecimento da disciplina e o combate à violência e ao bullying nas escolas. As diretrizes também preveem sanções graduais para estudantes que descumprirem as regras.
“Comportamentos que põem em risco a segurança de crianças e adolescentes exigem uma resposta firme, oportuna e responsável”, justificou a presidente.
As medidas seguem uma linha semelhante à adotada em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele, que estabeleceu regras de aparência e comportamento para estudantes, incluindo restrições a determinados cortes de cabelo.
Medida provoca críticas
As novas regras geraram questionamentos de opositores e defensores dos direitos humanos, que apontam possível discriminação de gênero e questionam a eficácia das restrições para combater a violência escolar.
A senadora peruana Ruth Luque criticou o foco na aparência dos estudantes e defendeu políticas voltadas à convivência e à proteção dos alunos.
“A educação pública precisa de uma política séria de convivência, proteção de direitos e medidas claras para evitar espaços de violência”, afirmou.
A iniciativa foi anunciada em meio ao debate sobre a violência nas escolas peruanas, intensificado após a denúncia de estupro de um adolescente de 16 anos por outros estudantes de uma escola naval dentro de um ônibus escolar.
Segundo dados do Ministério da Educação citados na reportagem, cerca de 12 mil casos de violência foram registrados em escolas nos oito meses anteriores.
Keiko defendeu as restrições como parte da estratégia para melhorar a convivência nos ambientes educacionais. “Sei que pode parecer bastante rigoroso, mas acreditem, isso será importante para toda a vida”, declarou.







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