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Equipe econômica de Flávio Bolsonaro reúne dirigentes ligados a plano de mudanças na Previdência

por | 17 out, 2026

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Dois integrantes da equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL) ocupam cargos de direção na Fundação Internacional para a Liberdade (FIL Brasil), instituição envolvida na elaboração de propostas que incluem mudanças nas regras de aposentadoria e nos benefícios sociais. As informações são do ICL Notícias.

Alexandre Ywata e Anne Caroline Marciquevik Alves passaram a integrar a campanha em julho e agosto deste ano. Ambos são diretores da fundação desde abril de 2024 e participam de seu Comitê de Economia.

A entidade colaborou na elaboração do Projeto Brasil de Amanhã, apresentado a Flávio em um encontro com empresários em São Paulo. Entre as medidas sugeridas estão o aumento gradual da idade mínima para aposentadoria, até chegar a 67 anos para homens e mulheres, e o fim da vinculação do piso previdenciário ao salário mínimo. O documento também propõe rever critérios do Bolsa Família.

As sugestões levantam questões sobre o futuro dos benefícios sociais caso sejam adotadas, mas não constituem propostas oficiais da candidatura. Também não há evidências de que Ywata ou Anne Caroline tenham redigido pessoalmente as medidas previdenciárias.

A fundação tem Paulo Guedes, ministro da Economia durante o governo Jair Bolsonaro, como presidente de honra. Guedes também participou da construção da agenda empresarial apresentada ao senador, segundo declaração de Alfredo Cotait Neto, presidente da Associação Comercial de São Paulo.

A discussão sobre a Previdência envolve outros nomes próximos à campanha. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de Flávio e ex-secretário de Previdência e Trabalho, já defendeu mudanças nos parâmetros do sistema. Interlocutores econômicos do candidato também discutiram limitar os reajustes de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à inflação, sem incorporar os ganhos reais concedidos ao salário mínimo.

Flávio, por sua vez, afirma que não pretende promover uma nova reforma previdenciária e já declarou que defenderá reajustes acima da inflação para aposentados.

Embora as propostas elaboradas com participação da FIL Brasil revelem uma agenda de discussão entre integrantes do setor econômico, não há confirmação de que o candidato tenha endossado o aumento da idade mínima para 67 anos ou a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo.

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