A antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz pediu o afastamento do ministro Kássio Nunes Marques da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em vídeo publicado nas redes sociais nessa quinta-feira (15), ela questionou a permanência do magistrado no cargo diante de denúncias que vieram a público.
“Como é que uma pessoa com tantas acusações como Kássio Nunes Marques pode continuar sendo presidente do Tribunal Superior Eleitoral?”, questionou Schwarcz, integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL).
A historiadora também defendeu que o ministro renuncie. “Ele não tem moral, ética ou idoneidade para estar nessa posição tão importante. Está afundado na lama e precisa renunciar”, declarou.
Entre os episódios mencionados por Schwarcz estão reportagens sobre um contrato de R$ 427 milhões firmado pelo Banco Master com uma advogada apontada como próxima ao grupo associado ao ministro, além de informações sobre uma cobrança de R$ 10 mil relacionada a um encontro do qual Nunes Marques teria participado, segundo mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
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Schwarcz afirmou que a gravidade do caso estaria no conjunto de circunstâncias envolvendo relações pessoais, interesses financeiros e decisões judiciais relacionadas ao banco.
“Não é apenas a possível existência de relações pessoais entre um magistrado e um banqueiro”, escreveu.
A historiadora também citou possíveis vínculos financeiros com pessoas próximas ao ministro e um voto considerado relevante em uma questão de interesse econômico do Banco Master.
Kássio Nunes Marques integra o Supremo Tribunal Federal (STF), para o qual foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e preside o TSE. As denúncias mencionadas no vídeo não representam, por si só, comprovação de irregularidades.







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