O deputado estadual Camilo Daniel (PT-SE) denunciou uma divergência em comprovantes de compras realizadas na Riachuelo, no centro de Aracaju. Segundo ele, pagamentos feitos na loja apareceram em registros bancários com o nome do diretório municipal do Partido Liberal (PL).
Em publicação nas redes sociais na quarta-feira (14), o parlamentar afirmou que uma compra de R$ 69,99 foi identificada como uma transação destinada ao “Partido Liberal Aracaju SE Municipal”. Ele disse que pretende apresentar uma representação à Justiça Eleitoral.
Outros consumidores também relataram situações semelhantes. Um bombeiro civil apresentou ao ICL Notícias um comprovante de R$ 39,99, referente à compra de uma blusa, enquanto uma arquiteta relatou que uma fatura de cartão registrou R$ 214,97 com a identificação do diretório partidário.
Apesar dos relatos, não foi possível confirmar a autenticidade dessas informações apenas pelos comprovantes apresentados. O campo destinado ao nome do estabelecimento pode ser editado, o que impede concluir, com base nesses documentos, que os valores tenham sido transferidos ao partido.
Procurado pelo ICL Notícias, o Ministério Público Federal em Sergipe informou que, até a manhã de quinta-feira (15), não havia recebido representação sobre o caso na área eleitoral.
Em nota, a Riachuelo afirmou que a venda mencionada foi registrada pela filial do centro de Aracaju e que o pagamento foi processado por uma instituição credenciadora, com crédito integral na conta da empresa.
A companhia declarou ainda que os documentos fiscais e financeiros apresentam correspondência entre si e permitem rastrear a operação até o recebimento do valor pela própria Riachuelo. A empresa informou que mantém os registros disponíveis para eventual análise das autoridades.
O diretório municipal do PL e o deputado Camilo Daniel foram procurados pelo veículo, mas não haviam respondido até a publicação da reportagem.
O que diz a legislação eleitoral
As regras eleitorais permitem que partidos recebam doações de pessoas físicas, desde que a origem dos recursos seja identificada e os valores sejam devidamente registrados na prestação de contas.
Caso seja comprovado que recursos de uma compra comercial foram destinados indevidamente a um partido, a situação poderá ser analisada pelas autoridades competentes. Até o momento, porém, os relatos divulgados não comprovam que tenha ocorrido repasse financeiro ao PL.









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