Por Geraldo de Majella*
O governador eleito de Alagoas, João Henrique Caldas (PSDB), mergulhou depois do resultado das eleições. Enquanto isso, as especulações sobre os nomes que poderão compor seu secretariado têm sido frequentes na mídia.
Em geral, são nomes “plantados” com o objetivo de chamar a atenção do governador, credenciar-se para ocupar espaços no futuro governo e fazer lobby junto aos responsáveis pela formação do secretariado. É um método de autopromoção e valorização política. Nada novo.
As áreas estratégicas da administração pública costumam ser comandadas por pessoas da confiança do governador. As secretarias da Fazenda e da Segurança Pública estão entre as principais, e suas escolhas revelam as prioridades políticas de cada governo.
O perfil político de JHC é conhecido. Na Prefeitura de Maceió, nomeou para a Secretaria Municipal de Segurança Comunitária um secretário identificado com a extrema-direita, a exemplo do vereador Thiago Prado.
Não será surpresa, portanto, a nomeação de um extremista para comandar a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
A repressão aos movimentos sociais e a repercussão nas redes sociais fazem parte desse modelo de uso da força estatal, que explora o medo e a sensação de insegurança para conquistar apoio eleitoral.
Essa abordagem está no centro da ação da extrema-direita: a negação de políticas preventivas e sociais, como educação, emprego, cultura e redução das desigualdades.
A diferença fundamental está na concepção de segurança. Enquanto uma perspectiva democrática combina o combate ao crime com o respeito aos direitos humanos e a prevenção da violência, a visão autoritária privilegia a repressão e transforma o medo em instrumento de mobilização política.
Nesse modelo, a violência do Estado recai sobre as populações mais vulneráveis, que se tornam o principal alvo da ação repressiva.
*Jornalista e historiador







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