O deputado federal delegado Fábio Costa (PP-AL), membro da bancada de extrema-direita na Câmara dos Deputados, tem se apresentado como defensor da moralidade pública e da “nova política”. O jornal O Dia Alagoas, na edição de 5 a 11 de fevereiro, no entanto, aponta que o parlamentar conserva alguns vícios da antiga política, ente eles, o fisiologismo.
Fábio Costa, que alçou carreira como um funcionário público – delegado de Polícia Civil – se elegeu com a fama de prender bandidos e corruptos. Os bastidores contradizem o que o deputado diz em público. O jornal alagoano denuncia o parlamentar como um diligente empregador e protetor da sua própria família na administração municipal de Maceió.
Fábio Costa é “quem manda” na Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs). O órgão público faz parte da sua “cota”, que é fatiada, generosamente, entre os dele. Nesse campo, o parlamentar demonstra ser um defensor da família.
“A ingerência na pasta municipal inclui a indicação de seis parentes do delegado: são os primos Orlando Costa de Albuquerque e Tiago Costa de Albuquerque; o tio Valdemiro Cardoso da Silva; a cunhada Dayse Rayanne Lorentino Ramos; além dos cunhados Willianey Fernanda Pereira da Silva e Fernando Carlos Vieira Ramos, cujas nomeações aparecem em edição do Diário Oficial do Município do mês passado. Segundo a denúncia, os salários dos parentes do delegado são de R$ 6 mil a R$ 14.788,00, conforme consta no Portal da Transparência de Maceió”, denuncia O Dia.
O gestor da pasta, conforme a reportagem, é Carlos Guido, mas, segundo o servidor que fez a denúncia ao jornal, não seria ele quem efetivamente “dá as cartas” na Semscs, que é responsável pela Guarda Municipal, licenças para ambulantes, food trucks e food trailers, licenciamento de eventos e de publicidades.
Esse é um dos órgãos da administração municipal que trata, diretamente, com milhares de trabalhadores ambulantes motivo que faz crescer os olhos dos políticos. O poder de polícia é o principal atrativo para quem como o deputado Fábio Costa atua e agora pode usar cabos eleitorais.








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