O deputado estadual Ronaldo Medeiros, presidente do PT em Alagoas, criticou a atuação da Polícia Militar após a prisão do porteiro Edmilson, na noite desta sexta-feira (16), durante um panelaço contra o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), no bairro da Ponta Verde, em Maceió.
O parlamentar questionou a conduta dos policiais, denunciou o que classificou como arbitrariedade e cobrou responsabilização dos agentes envolvidos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Medeiros afirmou que o trabalhador foi preso enquanto exercia seu direito democrático de manifestação. O deputado também apontou um tratamento desigual por parte da polícia, ao relatar que um homem identificado por ele como bolsonarista teria agredido outra pessoa e recebido proteção dos agentes, enquanto o porteiro acabou detido.
“Pessoal, a gente fica estarrecido com policiais, três, quatro policiais, prendem um porteiro de um prédio porque ele democraticamente se expressou. Teve lá um agressor violento que é bolsonarista; a polícia protegeu ele. Que policiais são esses? Como é que isso acontece?”, declarou.
O parlamentar cobrou explicações do coronel Paulo Amorim, comandante da Polícia Militar de Alagoas, e defendeu a punição dos policiais responsáveis pela ocorrência. Para Medeiros, a ação representa uma violação de direitos e exige providências para impedir que situações semelhantes se repitam.
“Coronel Paulo Amorim, quem deve ser recolhido e responder processos são esses policiais que fizeram essa arbitrariedade, essa ilegalidade, esse ato criminoso. Esses, sim, merecem ser punidos”, afirmou.
Medeiros também questionou qual teria sido o crime cometido pelo porteiro e disse que o delegado responsável pelo caso teria demonstrado dificuldade para identificar a infração que justificaria a prisão.
“Qual foi o crime que ele (o porteiro) fez? O delegado que recebeu ficou sem saber. Nós vamos tomar todas as medidas para que casos criminosos como esse não se repitam”, concluiu o deputado.
O parlamentar anunciou que serão adotadas medidas para cobrar esclarecimentos sobre a ocorrência e evitar a repetição de ações que, segundo sua avaliação, comprometem o direito à livre manifestação.
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