A cidade de Maceió tem sofrido agressões ambientais constantes, nos últimos anos. O exemplo vem da mineradora Braskem, que protagonizou o maior crime ambiental urbano em andamento do mundo.
A conivência estatal é um dos fatores da mineradora sentir-se soberana para continuar praticando crimes ambientais em Maceió e em Alagoas.
A empresa francesa Timac Agro Indústria e Comércio de Fertilizantes Ltda, localizada no município de Santa Luzia do Norte, pleiteava a instalação de tanques de ácido sulfúrico no Porto de Maceió. Após reação de especialistas, dos ministérios públicos Estadual e Federal, as licenças fornecidas foram revogadas.
A pressão exercida por setores da sociedade civil fez com que as autoridades, antes silenciosas, despertassem com o barulho nas redes sociais, nas mídias e por alguns parlamentares.
Nesta semana, a cidade amanheceu com mais uma bomba: o vazamento de chorume do antigo “lixão”, que funcionou durante cinquenta anos no bairro de Cruz das Almas. O vazamento atinge as praias de Cruz das Almas e Jacarecica.
O Ministério Público Federal instaurou um inquérito civil para investigar danos ambientais. A responsabilidade é da empresa concessionária pública que administra a Central de Tratamento de Resíduos de Maceió, que passa a ser investigada pelo MPF por não estar realizando o devido tratamento de resíduos a serem lançados no Emissário Submarino de Maceió.
A sucessão de crimes de alto potencial praticado contra a cidade de Maceió e o meio ambiente vem se avolumando e, cada vez mais, gerando danos à saúde e à economia, por atingir uma das áreas mais importante que é o turismo.
Todos os alertas já foram dados aos órgãos públicos de controle do meio ambiente e às administrações públicas (federal, estadual e municipal) no sentido de estabelecer controles efetivos e para que ocorra a preservação do meio ambiente na capital alagoana.
Além disso, a degradação ambiental, como o desmatamento, a poluição do ar e da água, a perda de habitats naturais e a extinção de espécies, está ocorrendo em uma escala alarmante. Esses problemas afetam a qualidade de vida das pessoas, a saúde humana, a disponibilidade de recursos naturais, como água potável e alimentos, e a estabilidade dos ecossistemas que sustentam a vida na cidade.







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