O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em entrevista dada em meio à repercussão negativa das sucessivas mortes e pela violência policial dos últimos dias, declarou, sobre o uso de câmeras corporais nos PMs: “Eu admito, estava errado. Eu me enganei, e não tem nenhum problema eu chegar aqui e dizer para vocês que eu me enganei, que eu estava errado, que tinha uma visão equivocada sobre a importância das câmeras”.
Antes, fazendo média com os policiais e com a extrema-direita, ele já havia afirmado que a efetividade da câmera corporal na segurança do cidadão era “nenhuma”. Inicialmente, Tarcísio havia desdenhado do uso das câmeras corporais, afirmando que sua efetividade para a segurança do cidadão era “nenhuma”, o que foi amplamente interpretado como uma tentativa de agradar tanto os policiais quanto setores da extrema-direita que resistem a medidas de transparência e controle.
O recuo do governador, no entanto, sinaliza uma mudança de postura diante das evidências e da pressão da sociedade civil. É uma tentativa do governador, de desviar o foco dos graves casos de violência cometidos pela Polícia Militar de São Paulo.
A resistência em adotar o uso de câmeras corporais foi reafirmada por Tarcísio de Freitas, que declarou que, enquanto o governo não estiver “confortável” com o novo tipo de câmera, elas não entrarão em operação. Desde que assumiu o governo, ele vem resistindo a cada momento, apresentando argumentos diferentes. O correto seria ter anunciado que o programa será implementado com câmeras de gravação ininterrupta, que garantem, de fato, mais segurança aos cidadãos e aos policiais honestos.
Opção pelas execuções sumárias
Diante da repercussão negativa, o governador Tarcísio de Freitas e o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, estão afastando policiais envolvidos em casos como o do jovem jogado de uma ponte, o do rapaz que furtou sabão em um mercado e foi executado com 11 tiros nas costas, e o da mulher idosa agredida junto com seus familiares.
A escalada de violência policial tem avançado em um ritmo assustador, incentivada e respaldada pelas ações e discursos do governador Tarcísio de Freitas e do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite. Em público, Tarcísio tenta sinalizar para a sociedade que pretende mudar a “filosofia” da segurança pública de São Paulo.
O padrão adotado na Polícia Militar de São Paulo é fundamentado em um pensamento bárbaro de Guilherme Derrite: “É ‘vergonhoso’ para um policial não ter ao menos ‘três ocorrências’ por homicídio no currículo”.
Tarcísio de Freitas é o responsável pela necropolítica implementada no estado de São Paulo. A matança ocorre em territórios específicos, como as periferias, e tem alvos definidos: a população jovem, preta e pobre.






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