João Henrique Caldas (JHC), do PL, é conhecido por sua constante troca de partidos ao longo da carreira política. Em 2010, foi eleito deputado estadual pelo PTN. Em 2014, tornou-se deputado federal pelo Solidariedade, migrando posteriormente para o PSB, partido pelo qual foi reeleito em 2018.
Em 2020, foi eleito prefeito de Maceió pelo PSB e, mais tarde, filiou-se ao PL. Em 2024, foi reeleito prefeito pela mesma legenda.
As janelas de oportunidades se abrem e o político troca de partido sem aviso prévio. Nos últimos dias, a mídia nacional tem especulado sobre mais uma possível mudança de legenda.
JHC joga no campo político seus interesses pessoais, como a indicação de sua tia, Marluce Caldas, para o cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, há o aceno de que sua mãe, a senadora Eudócia Caldas (PL), pode integrar a base governista a partir de janeiro de 2025.
O segundo mandato, para se manter de pé, precisa de recursos do governo federal, além das emendas parlamentares, especialmente, devido à situação financeira debilitada da prefeitura. É crucial estabelecer contatos efetivos com o governo Lula para garantir esse suporte. A contrapartida a ser oferecida é o apoio no Senado Federal, com votos favoráveis aos projetos do governo.
A mudança de partido é outra possibilidade. Sair do PL e filiar-se a um partido com um Fundo Eleitoral polpudo não representa um problema para JHC, cuja trajetória política é marcada por sua natureza camaleônica.
Caso o presidente Lula venha a nomear Marluce Caldas para o STJ, isso poderá abrir um novo horizonte político, marcado pela possibilidade de mudança de partido, maior alinhamento ao Governo Federal e uma estratégia para neutralizar o presidente nas eleições majoritárias em Alagoas. Esse cenário reflete o “sonho de consumo” de JHC e da família Caldas, que buscam fortalecer sua posição política no estado.
Se tudo isso acontecerá ou não, é prudente aguardar, pois, em política, nada é tão afirmativo quanto pode parecer à primeira vista.






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