Cerca de 800 mulheres do campo ocupam na manhã de hoje (12) a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no centro de Maceió (AL). Integrando a Jornada de Luta das Mulheres Sem Terra, a ocupação cobra agilidade do órgão na resolução da pauta das camponesas de todas as regiões do estado.
“Nossa Jornada vem para Maceió pautar a luta e a necessidade da Reforma Agrária na defesa da vida das mulheres do campo. São as mulheres também as responsáveis para levar a comida para a mesa da sociedade e essa é a nossa bandeira: Reforma Agrária para produzir alimentos e contribuir com o desenvolvimento do nosso estado e do nosso país”, destacou Margarida da Silva, da Direção Nacional do MST.
Com bandeiras e palavras de ordem, a ação ocorre na unidade dos movimentos do campo em Alagoas com a participação da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento Popular de Luta (MPL), Movimento Social de Luta (MSL), Movimento Via do Trabalho (MVT) e Movimento Terra Livre (TL).
Com acampamento montado na Praça Sinimbu desde terça-feira (11), as mulheres Sem Terra seguem em agenda de mobilização na capital em defesa da Reforma Agrária e integrando as lutas de março contra as violências, sob o lema “Agronegócio é violência e crime ambiental. A luta das mulheres é contra o capital”.
Como parte das agendas das camponesas em Maceió, as organizações buscam uma audiência com o governador Paulo Dantas (MDB) na próxima quinta-feira (13) para debater com o poder público estadual os principais entraves para o avanço da Reforma Agrária em Alagoas, em especial o caso das terras da massa falida do Grupo João Lyra.
- Foto: Divulgação
- Foto: Divulgação
Ato em Defesa da Reforma Agrária
Ainda como parte das iniciativas da Jornada das Mulheres Sem Terra, está previsto para às 18 horas a realização de um ato público em apoio à Reforma Agrária, na Praça Sinimbu.
O ato deve contar com apoiadores da Reforma Agrária, movimentos e organizações populares, partidos e autoridades públicas.
Por Assessoria









0 comentários