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STF rejeita anulação da delação de Mauro Cid e avança em julgamento de golpe de Estado

por | 25 mar, 2025

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Foto: Fellipe Sampaio/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta terça-feira (25), a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada durante o julgamento de questões preliminares levantadas pelas defesas de oito dos 34 denunciados por tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Bolsonaro e o general Braga Netto.

A delação de Cid foi crucial para a investigação sobre o esquema golpista envolvendo o governo Bolsonaro. Os advogados dos acusados argumentaram que Cid teria sido coagido pela Polícia Federal e pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, durante sua prisão. No entanto, a Primeira Turma, por unanimidade, seguiu o voto de Moraes, validando o acordo de colaboração. O ministro afirmou que Cid, em presença de seus advogados, confirmou a voluntariedade da delação.

Além disso, o Supremo rejeitou o pedido de impedimento de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin para julgar o caso, assim como o questionamento da competência da Primeira Turma para analisar a denúncia, em vez do Plenário do STF. A defesa também alegou cerceamento de defesa, mas o pedido foi negado.

Após a análise dessas questões preliminares, a sessão foi suspensa e será retomada nesta quarta-feira (26), quando os ministros decidirão se Bolsonaro e os outros acusados se tornarão réus no processo.

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