Por Dilson Ferreira*
Em diferentes estados, como São Paulo e Alagoas, candidaturas com formação técnica, experiência prática e acadêmica e atuação pública levam o direito à cidade, o urbanismo e o meio ambiente para o centro da política nas eleições de 2026.
O Brasil é um país urbano, mas as cidades ainda ocupam menos espaço na representação política do que ocupam na vida das pessoas.
Isso começa a mudar. Partidos do campo progressista, como PT, PSOL, PCdoB, PV, Rede e PDT, com diferentes perspectivas, incorporaram às suas agendas o direito à cidade, a reforma urbana, a mobilidade, a moradia, o meio ambiente e o enfrentamento das desigualdades territoriais.
Mas programas partidários precisam também de pessoas capazes de transformar ideias em políticas públicas e benefícios reais para a população.
Em São Paulo, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da USP, tornou-se referência desse encontro entre universidade, planejamento urbano e política.
Em Alagoas, essa perspectiva orienta minha candidatura a deputado estadual pelo PT. Sou arquiteto e urbanista, professor da UFAL, e reúno formação acadêmica e experiência nos setores público e privado, na gestão pública e na defesa das pautas urbanas e ambientais.
Sou mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente e doutor na área de Energia. Ao longo da minha trajetória profissional, atuei em projetos e obras de habitação, infraestrutura urbana, ambiental e aeroportuária e exerci funções de gestão na Universidade, inclusive à frente da Superintendência de Infraestrutura.
Essa trajetória ajuda a explicar uma característica da minha plataforma: pensar a cidade como um sistema.
Na minha plataforma de campanha, moradia, mobilidade, saneamento, arborização, meio ambiente, patrimônio e ocupação do território deixam de ser assuntos isolados. A Braskem é também uma questão territorial e habitacional; o Salgadinho envolve saneamento, águas, drenagem e recuperação ambiental; e o Centro Histórico de Maceió conecta patrimônio, moradia, imóveis vazios e reocupação urbana.
Levar profissionais com experiência técnica, acadêmica e de gestão para o debate parlamentar pode contribuir para decisões públicas mais fundamentadas e conectadas aos problemas cotidianos da população. Esse tipo de candidatura coloca a cidade na pauta das casas legislativas.
Porque, em 2026, a cidade também vai às urnas em Alagoas e em todo o Brasil.
*Arquiteto e urbanista e professor da UFAL







0 comentários