Por Geraldo de Majella*
No Congresso Nacional, deputados da extrema-direita como Gilvan da Federal (PL-ES) e Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) se destacam não por apresentarem ou discutirem propostas que melhorem a vida do povo, mas, pela produção diária de discursos de ódio. O parlamento, que deveria ser espaço de debate democrático, tornou-se vitrine para práticas autoritárias e para a indisfarçável pregação do armamentismo como parte do lobby da indústria armamentista, nacional e internacional.
Esses parlamentares disputam entre si quem viraliza mais nas redes sociais, alimentando verdadeiros esgotos digitais com falas misóginas, homofóbicas e ameaças a autoridades legitimamente eleitas. Gilvan, recentemente, desejou publicamente a morte do presidente Lula durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública — uma cena estarrecedora que recebeu o silêncio cúmplice de seus pares.
Após a repercussão negativa da fala, pediu desculpas e no plenário da Câmara, na noite da última quarta-feira (9), o parlamentar disse que “exagerou” e que não deveria desejar o mal de ninguém porque “é cristão”.
“Um cristão não deve desejar a morte de ninguém. Eu não desejo a morte de qualquer pessoa, mas continuo entendendo que Luiz Inácio Lula da Silva deveria estar preso, deveria pagar por tudo que ele fez de mal ao nosso país, mas reconheço que exagerei na minha fala. Peço desculpas”, afirmou.
Gilvan e Bilynskyj atuam também como linha de frente na defesa de aliados investigados por tentativa de golpe de Estado, destruição de patrimônio público e agressões ao Estado Democrático de Direito. O grotesco se tornou rotina, mas não pode ser naturalizado por quem defende a democracia. O enfrentamento também precisa ser diário contra essa horda de bárbaros com carteira de deputados.
Essa paisagem perigosa no Congresso exige uma resposta firme das instituições e da sociedade. O Brasil não pode aceitar esse tipo de conduta, seja no parlamento ou nas redes sociais.
*Historiador e jornalista







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