O Sindicato dos Comerciários e o Observatório do Estado Social Brasileiro lançaram uma pesquisa inédita sobre a jornada de trabalho na escala 6×1 e disponibilizaram uma plataforma interativa com acesso livre a todos os dados coletados. O objetivo é jogar luz sobre as condições de trabalho, deslocamento, moradia e, principalmente, os impactos da jornada exaustiva na saúde física e mental dos trabalhadores brasileiros.
Com 3.775 respostas de trabalhadores de mais de 400 municípios, abrangendo todos os 27 estados do país, a pesquisa já nasce com uma ampla representatividade. Os dados podem ser analisados de forma visual, cruzando informações por região, gênero, faixa etária, estado civil, setor de atuação, entre outros critérios. O painel está disponível no site do Sindicato.
“Estamos oferecendo uma ferramenta ágil e dinâmica para todos aqueles que querem conhecer mais sobre essa jornada tão extenuante e seus impactos para os trabalhadores brasileiros”, afirmou Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários. Segundo ele, a pesquisa tem como missão ampliar o debate público e político sobre a necessidade de reduzir a jornada sem cortes salariais.
O levantamento contou com a participação de trabalhadores de diferentes setores, como supermercados, farmácias, transportes, educação, construção civil, bares, saúde e hotéis. Os dados serão atualizados periodicamente, conforme novas respostas forem sendo recebidas.
Tadeu Alencar Arrais, coordenador do Observatório, destacou o valor estratégico da parceria: “Encontramos, nessa ação conjunta, um raro exemplo de produção e disseminação de conhecimento voltada para subsidiar a luta política. A quantidade de informações disponibilizada é, além de inédita, impressionante.”
O projeto também disponibiliza um e-book, intitulado “O que esconde a escala 6×1”, e prepara o lançamento de um atlas com os principais dados da pesquisa. A versão completa da pesquisa também pode ser acessada via aplicativo dos Comerciários do RJ: https://secrj.org.br/aplicativo-comerciarios-rj.
Com crescente apoio nas ruas e nas redes sociais, a luta pelo fim da escala 6×1 ganha mais força em 2025. A pesquisa reforça a urgência de discutir modelos de trabalho que respeitem a saúde e o tempo de vida dos trabalhadores.






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