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Maceió submerge no caos, nas promessas não cumpridas e ausência do prefeito

por | 19 maio, 2025

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Diante do caos provocado pelas chuvas, prefeito JHC reaparece fazendo novas promessas | Divulgação

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou hoje, 19, que a previsão é de chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia em todo estado de Alagoas, e emitiu alerta vermelho. Há risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios, além de deslizamentos de encostas, em cidades com tais áreas de risco.

Em Maceió, a Defesa Civil Municipal permanece em situação de alerta máximo. Nas últimas 24 horas, os pluviômetros espalhados pela cidade registraram um acumulado de 94 mm de chuvas. Os dados oficiais mostram que, nas últimas 48 horas o volume de águas das chuvas na capital alagoana chegou a 291 mm.

Com o registro de 220 ocorrências em 48 horas, a maioria relacionadas a deslizamentos e alagamentos, as fortes chuvas que atingem Maceió expõem o colapso da infraestrutura urbana e o abandono das áreas mais vulneráveis.

Enquanto o prefeito JHC e o vice-prefeito Rodrigo Cunha afirmam que “a prefeitura está fazendo sua parte” e que “todas as equipes estão mobilizadas”, a população reclama do caos tomando conta da cidade, dos bairros pobres da periferia até a orla da Ponta Verde.

Nos Flexais, na Rua Marques de Abrantes, e no Bom Parto, o cenário é de ruas alagadas, casas rachadas, sistemas de drenagem entupidos e nenhuma ação do poder público. Nessas comunidades, a tragédia não começa com a chuva: ela é permanente e só se agrava com cada novo temporal.

Mesmo com o anúncio de R$ 150 milhões em obras e 150 núcleos de Defesa Civil, a população segue abandonada. O Mercado Público alagado e a orla lagunar submersa desmentem a propaganda da gestão. As promessas de campanha de que a infraestrutura seria prioridade afundaram junto com os bairros.

A falta de manutenção preventiva, de investimento consistente e de planejamento urbano escancara a distância entre a retórica oficial e a realidade. O caos vivido hoje não é surpresa — é o resultado direto de anos de negligência e prioridades invertidas.

A população afetada sabe que o problema não é apenas a chuva, mas o descaso político. E o caos, nesse caso, não é um fenômeno natural — é fabricado pela omissão.

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