Em nenhuma outra gestão, do alto dos seus 209 anos de existência, Maceió dispôs de tantos recursos para enfrentar seus problemas estruturais, como na administração de João Henrique Caldas, o JHC. Somente da mineradora Braskem, a Prefeitura já recebeu quase R$ 3 bilhões.
Diante desse volume de dinheiro, o inverno de 2025, cujas chuvas começaram pra valer no último sábado, 18, poderia ser marcante para o maceioense. Afinal, os cofres da Prefeitura estão abarrotados. Há dinheiro suficiente para revolucionar a infraestrutura urbana da capital, com drenagem, reurbanização, habitação e medidas socioambientais de longo prazo.
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Porém, não é essa a realidade dos maceioenses. Ao contrário, a capital sofre com vias esburacadas, bueiros entupidos, córregos assoreados, encostas sem contenção e milhares de famílias à mercê de alagamentos e deslizamentos.
O caos é tanto que, no início da noite desta segunda-feira, 19, moradores do Vale do Reginaldo e de outros bairros atingidos pelas chuvas que caem sem ter para onde escoar, interditaram a ladeira Geraldo Melo (ladeira da antiga rodoviária), uma das principais vias de trânsito da capital.
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Eles reclamam das perdas materiais sofridas nos últimos dias, e por serem obrigados a deixar suas casas devido aos alagamentos provocados pelas chuvas.
Enquanto chove lá fora, os maceioenses se perguntam: onde estão os quase R$ 3 bilhões recebidos? O que está sendo feito, de forma concreta e transparente, com esse dinheiro?
Cabe ao prefeito JHC responder aos cidadãos com obras eficazes. Do contrário, Maceió continuará vivendo entre os extremos da omissão administrativa e a força da natureza.
Onde está o dinheiro
Na gestão JHC, a Braskem pagou à Prefeitura de Maceió R$ 1,7 bilhão como compensação direta pelo afundamento do solo nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol. Acordo esse, homologado pela Justiça Federal.
Na sequência da tragédia que se abateu sobre expressiva parcela da população maceioense, a Prefeitura recebeu mais R$ 988 milhões em compensações socioambientais. Esse acordo teve o aval do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública da União.
A boa sorte do prefeito aumentou ainda mais quando a Braskem pagou à Prefeitura de Maceió o valor de R$ 286 milhões, como parte da concessão dos serviços de saneamento anteriormente prestados pela Companhia de Saneamento de Alagoas, a Casal.
Portanto, os valores que a mineradora Braskem pagou à Prefeitura, por retirar do solo da capital alagoana o mineral salgema, a ponto de destruir cinco bairros, chega a R$ 2 bilhões 974 milhões.







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