
Igreja Batista do Pinheiro é o único imóvel que não pertence a Braskem no bairro em Maceió | Pedro Stropasolas
O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Maceió divulgou, nesta segunda-feira (24), uma nota pública de solidariedade à comunidade da Igreja Batista do Pinheiro, alvo recente de denúncias de invasão e furto em suas instalações. O templo, interditado pela Defesa Civil e reconhecido como Patrimônio Cultural do Estado de Alagoas, é considerado um símbolo histórico e religioso da capital.
Na nota, o partido cobra responsabilidade da mineradora Braskem, que atua na área onde está localizado o templo e é apontada como responsável pela segurança privada do local. Segundo o PT, o bairro Pinheiro tornou-se, na prática, um território sob domínio da empresa, com o aval da Prefeitura de Maceió.
“É inaceitável que a posse e o futuro deste território valoroso se tornem de uso exclusivo da mineradora”, afirma o texto, que também denuncia o assédio a moradores que resistem a aceitar as condições das indenizações oferecidas pela Braskem. O partido aponta ainda o isolamento, a ausência de serviços públicos e o aumento da violência na região como agravantes da situação.
O PT defende que a Braskem seja responsabilizada pelo crime ambiental que provocou o afundamento do solo na região e exorta por indenizações justas, tanto pelos danos materiais quanto morais. “A força e a resistência da comunidade Batista do Pinheiro representam a dignidade dos moradores deste território vilipendiado”, finaliza a nota.




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