Os sete integrantes do chamado núcleo 4 da trama golpista serão interrogados na próxima quinta-feira (24), conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). A audiência será realizada por videoconferência e marca uma etapa decisiva no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuou estrategicamente na disseminação de desinformação sobre o processo eleitoral, com o objetivo de deslegitimar o resultado das urnas — que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva — e manter Jair Bolsonaro (PL) ilegalmente no poder.
Além disso, o núcleo também mirava instituições e autoridades que representavam obstáculos aos planos golpistas, promovendo ataques sistemáticos nas redes e em discursos públicos.
Estão entre os réus militares da reserva e um policial federal: Ailton Gonçalves Moraes Barros (major), Ângelo Martins Denicoli (major), Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente), Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel), Reginaldo Vieira de Abreu (coronel), Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.
O grupo responde por cinco crimes: organização criminosa, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Na última quarta-feira (16), foram ouvidas as últimas testemunhas de defesa no processo. Após os interrogatórios, ainda poderão ser solicitadas diligências complementares antes da fase de alegações finais.
O julgamento será feito pela Primeira Turma do STF, composta por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. O grupo é um dos vários núcleos investigados por sua participação na tentativa de golpe de Estado.






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