A recente inclusão do Pix na lista de sanções dos Estados Unidos é interpretada pelo professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais (Deri) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Maurício Andrade Weiss, como um reflexo da decadência da hegemonia americana no cenário internacional.
Em entrevista ao portal Vermelho, Jabbour argumenta que o ataque ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos revela o incômodo de Washington diante da ascensão de soluções que desafiam o monopólio do dólar nas transações globais.
“O Pix é uma das ferramentas mais avançadas do mundo e seu crescimento, inclusive fora do Brasil, representa uma ameaça para o sistema financeiro controlado pelos EUA”, avaliou. Para o professor, a medida tem motivação política e está alinhada ao conjunto de ações norte-americanas contra países e mecanismos que fogem à sua órbita de influência.
A sanção está inserida em um contexto mais amplo de reações do governo dos Estados Unidos a projetos como o BRICS, a desdolarização comercial e a consolidação de plataformas financeiras independentes. Jabbour destaca que, ao atacar o Pix, os EUA miram não só o Brasil, mas também o avanço de países do Sul Global em busca de soberania econômica.
A atitude, segundo ele, revela desespero frente à “nova multipolaridade em gestação”. O professor vê no episódio uma confirmação de que a antiga ordem unipolar está sendo contestada na prática, com o fortalecimento de laços econômicos alternativos entre países emergentes.





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