Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (22), o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) decidiu pela continuidade da greve da categoria. A principal reivindicação é o reajuste salarial de 10%, além de outros 20 pontos na pauta. A decisão ocorre após a judicialização do movimento por parte do Governo do Estado.
Segundo o presidente do Sinteal, Izael Ribeiro, a categoria recebeu com preocupação as medidas judiciais e denúncias de pressão sobre profissionais contratados. Ele também informou que o governo publicou no Diário Oficial a retirada da trava na progressão de carreira, além da promessa de reajuste no vale-alimentação com base no IPCA e atualização do adicional por difícil acesso.
Ainda nesta terça-feira, o governador Paulo Dantas encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que altera regras da progressão vertical na carreira do magistério. A proposta modifica o artigo 23 da Lei nº 9.125/2023, permitindo que professores possam avançar diretamente para níveis superiores, conforme sua titulação, sem necessidade de passar por todos os níveis anteriores. Segundo a justificativa do projeto, a medida valoriza o mérito acadêmico e corrige distorções da legislação anterior.
O projeto ainda será analisado pelas comissões da Assembleia antes de ir a plenário. Se aprovado, segue para sanção do governador.
Apesar dos avanços pontuais, os grevistas decidiram manter a mobilização por entenderem que a pauta ainda não foi atendida na totalidade. Um novo protesto está marcado para quinta-feira (24), em frente à Secretaria da Fazenda, e nova assembleia será realizada no dia 29.
A assembleia também elegeu uma lista tríplice de candidatas ao Conselho Estadual de Educação e reforçou apoio à campanha nacional pelo fim da escala 6×1 e pela taxação dos super ricos.





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