O Banco Central do Brasil anunciou nesta sexta-feira (5) novas medidas para fortalecer a segurança do Sistema Financeiro Nacional, em resposta a uma série de ataques cibernéticos que afetaram instituições financeiras e fintechs nos últimos meses. As ações visam mitigar riscos e garantir a integridade das operações financeiras no país.
Entre as principais medidas, destaca-se a imposição de um limite de R$ 15 mil para transações de Transferência Eletrônica Disponível (TED) e Pix realizadas por instituições de pagamento não autorizadas pelo BC e por prestadoras de serviços de tecnologia da informação (PSTI) que operam no sistema financeiro nacional. Esse limite será mantido até que as instituições atendam a novos processos de controle de segurança da informação estabelecidos pela autoridade monetária.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que as fintechs e outras instituições ligadas ao setor financeiro têm sido “vítimas” do crime organizado. Ele ressaltou que, apesar dos desafios, o sistema financeiro brasileiro tem demonstrado resiliência e cooperação para enfrentar as ameaças cibernéticas.
Além disso, o BC antecipou para maio de 2026 o prazo final para que instituições de pagamento obtenham autorização prévia para operar, anteriormente previsto para dezembro de 2029. A medida visa aumentar o controle sobre a entrada de novos participantes no sistema financeiro e reforçar a segurança das operações.
A implementação das novas medidas ocorrerá de forma gradual, com prazos estabelecidos para que as instituições se adequem às novas exigências de segurança.






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