Na sessão da CPMI do INSS dessa segunda-feira, 8, a atuação da bancada alagoana, composta pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL) e pelo deputado Fábio Costa (PP-AL), revelou mais uma vez a dificuldade dos parlamentares alinhados à extrema-direita em transformar o colegiado em palanque político.
Durante a oitiva do ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi, os dois deputados insistiram em perguntas que buscavam arrancar declarações comprometedoras. Mas se depararam com respostas embasadas em documentos oficiais e explicações detalhadas sobre a condução do ministério.
A postura calma e objetiva de Lupi frustrou as expectativas de transformar o depoimento em material de propaganda para as redes sociais.
Essa não foi a primeira vez que a narrativa construída pelos parlamentares desmoronou diante das evidências.
Depoimentos anteriores, como os da representante da Defensoria Pública da União (DPU), Patrícia Bettin Chaves, e de Eleine Veiga Mota, da Controladoria-Geral da União (CGU), já haviam apontado que o esquema fraudulento contra aposentados teve origem durante o governo Bolsonaro, e não na atual gestão.
O contraste é gritante: de um lado, servidores públicos e ex-ministros apresentando documentos, relatórios e provas consistentes; de outro, parlamentares alagoanos sem êxito em suas inquirições, limitando-se a falas agressivas e inconsistentes.
O resultado é um quadro de indigência intelectual que envergonha a representação de Alagoas no Congresso.
A persistência nesse caminho pode ter um efeito contrário ao desejado. Em vez de desgastar o atual governo, a CPMI do INSS tende a expor ainda mais a origem bolsonarista do esquema, abrindo espaço para responsabilizações que, no pior cenário, podem incriminar senadores, deputados e ex-ministros ligados à tropa bolsonarista.







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