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Deputados alagoanos não encontram saída na CPMI do INSS

por | 9 set, 2025

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Foto: Agência Senado

Na sessão da CPMI do INSS dessa segunda-feira, 8, a atuação da bancada alagoana, composta pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL) e pelo deputado Fábio Costa (PP-AL), revelou mais uma vez a dificuldade dos parlamentares alinhados à extrema-direita em transformar o colegiado em palanque político.

Durante a oitiva do ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi, os dois deputados insistiram em perguntas que buscavam arrancar declarações comprometedoras. Mas se depararam com respostas embasadas em documentos oficiais e explicações detalhadas sobre a condução do ministério.

A postura calma e objetiva de Lupi frustrou as expectativas de transformar o depoimento em material de propaganda para as redes sociais.

Essa não foi a primeira vez que a narrativa construída pelos parlamentares desmoronou diante das evidências.

Carlos Lupi | Agência Senado

Depoimentos anteriores, como os da representante da Defensoria Pública da União (DPU), Patrícia Bettin Chaves, e de Eleine Veiga Mota, da Controladoria-Geral da União (CGU), já haviam apontado que o esquema fraudulento contra aposentados teve origem durante o governo Bolsonaro, e não na atual gestão.

O contraste é gritante: de um lado, servidores públicos e ex-ministros apresentando documentos, relatórios e provas consistentes; de outro, parlamentares alagoanos sem êxito em suas inquirições, limitando-se a falas agressivas e inconsistentes.

O resultado é um quadro de indigência intelectual que envergonha a representação de Alagoas no Congresso.

A persistência nesse caminho pode ter um efeito contrário ao desejado. Em vez de desgastar o atual governo, a CPMI do INSS tende a expor ainda mais a origem bolsonarista do esquema, abrindo espaço para responsabilizações que, no pior cenário, podem incriminar senadores, deputados e ex-ministros ligados à tropa bolsonarista.

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