Um marco histórico para Craíbas e para Alagoas: a Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou, nessa semana, a criação de uma comissão especial para investigar os impactos causados pela mineradora Vale Verde no município de Craíbas.
A iniciativa foi proposta pelo deputado Ronaldo Medeiros (PT) e contou com o apoio dos deputados Ricardo Nezinho (MDB), Fernando Pereira (PP) e Silvio Camelo (PV), reafirmando o compromisso de ouvir a população afetada.
Segundo o deputado Ronaldo Medeiros, a comissão representa o primeiro passo de uma ação permanente para acompanhar de perto as operações da mineradora, cobrar responsabilidades e proteger as famílias da região. “Nosso mandato seguirá vigilante, firme ao lado do povo, para garantir que o interesse da comunidade esteja sempre acima dos interesses da mineradora”, afirmou.
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A Mineração Vale Verde, que atua em Craíbas, já acumula denúncias de impactos ambientais, incluindo rachaduras em casas, poeira, tremores e risco de contaminação da água. O Ministério Público acompanha o caso, enquanto moradores seguem cobrando providências.
A comissão realizou uma audiência pública originada no requerimento do deputado Ronaldo Medeiros, que ouviu as vítimas e a comunidade. O encontro contou com a participação de instituições como o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a Secretaria de Direitos Humanos e a Defensoria Pública.
Segundo o parlamentar, a audiência foi um momento importante para transformar denúncias em ações concretas e garantir justiça ambiental ao povo de Craíbas. O deputado Ronaldo Medeiros, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, classificou a situação como alarmante e alertou para os riscos ambientais em larga escala.
Ele comparou os problemas enfrentados em Craíbas aos desastres de Mariana (MG) e Braskem em Maceió, destacando a necessidade de ações imediatas para evitar um desastre maior. Em resposta à audiência, a Mineração Vale Verde divulgou uma nota reafirmando a legalidade de suas operações e destacando que mantém canais de diálogo com a comunidade, como o Comitê Social Participativo de Mineração e o programa “De Portas Abertas”.
A empresa informou que não foi convidada para participar do encontro, mas permanece à disposição para receber representantes de órgãos públicos e lideranças comunitárias.






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