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Violência: vereador Luciano Marinho é alvo de repúdio por agressões à líder do MTST em Maceió

por | 6 nov, 2025

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Vereador Luciano Marinho | Assessoria

A vereadora Teca Nelma (PT) subiu à tribuna da Câmara Municipal de Maceió, nessa quarta-feira, 5, para repudiar publicamente as agressões verbais feitas pelo vereador Luciano Marinho (PL) contra Eliane Silva, coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Brasil (MTST) em Alagoas.

As ofensas ocorreram na sessão da terça-feira, 4, quando Marinho chamou Eliane de “sem vergonha” e acusou o MTST de usar as pessoas como massa de manobra, em referência à Ocupação Tereza de Benguela.

As declarações do parlamentar provocaram forte reação e desencadearam uma onda de solidariedade à líder do movimento, envolvendo lideranças políticas, religiosas e sociais que se manifestaram em defesa de Eliane Silva e do direito à moradia digna.

Em discurso na Câmara Municipal de Maceió, Teca Nelma classificou as declarações do parlamentar como uma tentativa de criminalizar a luta popular.

“Chamaram de invasão o que é, na verdade, um direito. A Ocupação Tereza de Benguela é feita por famílias trabalhadoras que transformaram o abandono em comunidade. Criminalizar quem luta por moradia digna é reproduzir preconceito e apagar a função social da cidade. Moradia não é favor. É direito constitucional”, afirmou a vereadora.

As falas de Luciano Marinho, repercutiram por seu tom agressivo e discriminatório, foram amplamente criticadas nas redes sociais e impulsionaram uma onda de solidariedade à líder do MTST. Entre as manifestações, destacou-se a do pastor Wellington, da Igreja Batista do Pinheiro, que gravou um vídeo denunciando a violência do parlamentar e expressando apoio às famílias da ocupação.

“Em tempos de intolerância e perseguição aos mais empobrecidos e empobrecidas, manifesto meu total apoio e solidariedade ao MTST, à companheira Eliane e a todo o povo amado do Eterno Deus da Ocupação Tereza de Benguela. Repudio, com tristeza e veemência, as declarações do vereador Luciano Marinho e dos parlamentares que agridem com palavras preconceituosas trabalhadores e trabalhadoras da nossa cidade. Por moradia digna, no mesmo local onde a Ocupação se faz presente todo este tempo. Fé na luta, sempre”, afirmou o pastor.

A direção municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) também divulgou uma nota de solidariedade, classificando como sendo “inadmissível que um representante eleito para defender o povo maceioense utilize o espaço democrático da Câmara Municipal pra propagar discurso de ódio, desrespeito e criminalização de movimentos sociais que há anos lutam pela efetivação do direito constitucional à moradia digna”, diz o texto.

A Ocupação Tereza de Benguela, localizada em Maceió, abriga dezenas de famílias que reivindicam o direito à moradia e à função social da propriedade urbana. O movimento, reconhecido nacionalmente, tem sido alvo de constantes tentativas de despejo e estigmatização política.

O caso reacende o debate sobre o papel dos vereadores e o compromisso das instituições públicas com a defesa dos direitos humanos e da dignidade das populações mais vulneráveis.

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