A decisão da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) de aprovar a reserva de vagas para pessoas trans nos cursos de graduação gerou manifestações de apoio de diversos setores da sociedade alagoana. O Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras (PT) de Maceió e de Alagoas e entidades sindicais ligadas à educação e aos serviços públicos divulgaram notas públicas em defesa da medida, destacando seu caráter histórico, inclusivo e civilizatório.
O Conselho Universitário (Consuni) da UFAL aprovou por unanimidade a política de cotas trans, iniciativa que reforça o compromisso da instituição com a diversidade, a reparação das desigualdades e o direito à educação. O reitor Josealdo Tonholo foi amplamente elogiado pelas entidades pelo papel de liderança e diálogo na condução do processo.
Em nota, o PT de Maceió e de Alagoas saudou a universidade, o Consuni e o reitor pela decisão, destacando que se trata de uma conquista que transcende o campo administrativo:
“Mais do que uma medida administrativa, trata-se de um ato político e civilizatório, que reconhece o direito de pessoas trans à educação e à dignidade. A UFAL reafirma, assim, seu papel social como espaço de acolhimento, inclusão e transformação, em sintonia com os valores democráticos que o PT sempre defendeu.”
O partido também repudiou as reações de setores da extrema-direita que tentaram deslegitimar a decisão da universidade. Segundo o texto, esses ataques fazem parte de uma “velha cartilha política” que busca distorcer debates e criar divisões:
“Não há neutralidade possível diante de quem tenta atacar a universidade pública e o direito de existir de pessoas trans. A defesa das cotas trans é, antes de tudo, a defesa da vida, do respeito, da democracia e da universidade pública.”
Além do PT, diversas entidades sindicais se manifestaram em apoio à UFAL. O SASEAL, SINEAL, SINTEAL, SINDPSI, SINDNUT, SINDFAL e SINTRAEAL divulgaram nota conjunta reconhecendo a importância da decisão e reafirmando seu compromisso com as políticas de inclusão.
“A medida representa um marco na promoção da igualdade de oportunidades e no fortalecimento do compromisso da universidade pública com os direitos humanos, a diversidade e a inclusão”, afirmam as entidades.
Elas também lembraram que a UFAL se soma a outras mais de 30 universidades federais que já adotaram políticas semelhantes, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
As organizações ressaltaram ainda que a missão constitucional da universidade pública é garantir o acesso, a permanência e a valorização da diversidade humana como expressão viva da cidadania.
“Parabenizamos todos os membros da comunidade universitária que participaram desse avanço, reafirmando nosso apoio institucional às políticas que consolidam a inclusão, o respeito e a justiça social como pilares de uma sociedade mais igualitária”, conclui a nota.






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