Uma investigação conduzida a partir de documentos fiscais e judiciais aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro teria recebido aportes bilionários de um fundo sob suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo informações do UOL, o fundo Hans 95 utilizava uma complexa rede de entidades interconectadas, dificultando a identificação da origem e do destino final dos recursos.
De acordo com os investigadores, os investimentos vinculados ao Hans 95 não eram feitos diretamente, mas por meio de outros fundos controlados por ele. Esse modelo em cascata dificultava a rastreabilidade dos valores. Parte significativa dos recursos foi destinada ao Banco Master, instituição de Vorcaro, por meio de Certificados de Depósito Bancários (CDBs).
A apuração também identifica que o fundo Hans 95 estaria indiretamente investindo em empresas associadas a Vorcaro, como a Super Empreendimentos — dona de uma mansão atribuída a ele — e a Akka Empreendimentos, que receberia aportes superiores ao seu capital declarado.
Para os investigadores, a estrutura opaca pode ter sido usada para inflar artificialmente o patrimônio das empresas controladas por Vorcaro. Além disso, há relato de repasses de recursos que levantam suspeitas de conexão com membros da facção criminosa: em 2023, o Hans 95 teria recebido milhões de reais da esposa de um suspeito de pertencer ao PCC.
O fundo Hans 95 também está sob escrutínio por não declarar informações obrigatórias à Receita Federal desde 2022 e por não submeter auditorias exigidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) entre 2022 e 2024, conforme apurou o UOL.
Procurados, Vorcaro, o Banco Master e a gestora do fundo não responderam aos questionamentos feitos pela reportagem, segundo a mesma apuração.






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