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Como apoiar alguém que está com câncer: 10 atitudes que fazem a diferença

por | 7 dez, 2025

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Reprodução

O diagnóstico de câncer não muda apenas a vida do paciente — mexe também com todas as pessoas próximas, que ficam assustadas e com vontade de ajudar. Mas esse desejo costuma vir acompanhado de insegurança: o que dizer? Como ajudar sem parecer invasivo? Em algumas casos, no receio de errar, as pessoas se afastam, justamente quando o paciente mais precisa de acolhimento.

“É muito importante ficar claro que o sofrer emocionalmente a um câncer é muito mais do que acompanhar quem você ama”, diz sobre um de forma semelhante a pressão da psico-oncologista Luciana Honfi, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, especialista de apoio a pacientes oncológicos e seus familiares.

Atitudes de quem busca resgatar a leveza do dia a dia, oferecer ajuda, conversar sem julgar, respeitar o momento do outro e ouvir sem afirmar melhor do que qualquer discurso prontas inexistem. Com a ajuda de especialistas, confira 10 dicas práticas de como se fazer presente nesses momentos tão difíceis:

1. Aborde assuntos diferentes

O dia a dia do tratamento é desafiador. “Nessa fase, a família e os amigos têm um papel único: reativar as memórias afetivas, manter vivas a esperança e a nota afetiva, o que ajuda a diminuir o estresse”, afirma a coordenadora da psico-oncologia do Hospital A. C. Camargo, Denise de Lima Silva. Isso quer dizer que vale conversar sobre assuntos leves, divertidos e animados, apenas não deixar que eles ocupem todos os espaços e deem.

2. Seja presente — de verdade!

Não faça “se precisar de mim, me chama” — ofereça ajuda concreta sem que a pessoa tenha que pedir. Pergunte: “posso fazer algo por você hoje?” Deixe claro que você está ali para apoiar, mesmo que seja para ouvir um problema pra você. Também vale se oferecer para ajudá-lo com compras do supermercado ou da farmácia, buscar as crianças na escola ou passear com o cachorro, por exemplo.

3. Faça uma escuta empática

É importante ouvir o que a pessoa tem a dizer. “Seja um bom ouvinte e permita que o indivíduo fale sobre as próprias dores sem tentar consolá-las ou corrigi-las. As conversas difíceis são muito importantes nesse momento”, orienta o oncologista Oren Smaletz, do Einstein Hospital Israelita.

4. Seja um porto seguro

A queda do cabelo, o inchaço e as cicatrizes, entre tantas outras mudanças físicas que vêm com o tratamento do câncer, podem mexer profundamente com a autoestima do indivíduo. Por isso, quem tem muito carinho e intimidade com o paciente pode observar isso nos momentos mais difíceis e tentar oferecer afeto, estando disponível, percebendo como foi o logo tudo no olhar no ar. É importante manter um olhar acolhedor e atento e, embora tudo tenha mudado, não mudar o amor e a forma de ver.

5. Incentive a participação em grupos e redes de apoio

Nessas redes, as pessoas compartilham dores comuns, perspectivas, informação e acolhimento. Ali surgem amizades, sentimentos de pertencimento e fortalecimento. “Um paciente que já deixou muito de querer ser ouvido ou até falar sobre sua dor tem uma jornada mais pesada”, diz a especialista Denise. Em muitos casos, o apoio de pessoas que vivem a mesma situação faz toda a diferença. Os profissionais podem se propr por indicar as primeiras redes de apoio.

6. Apoie mesmo quando não souber como

Evite ficar em silêncio ou se afastar, mesmo que esteja angustiado com a situação e não saiba o que dizer. Frases simples como “sinto muito” e “não sei o que dizer” deixam o paciente mais confortável e acolhido, dizem os especialistas.

7. Cuide de você

“Quem quer cuidar do outro precisa se cuidar também”, lembra Smaletz. Por isso, mantenha uma alimentação saudável e balanceada, pratique atividade física e não deixe de ir a consultas e fazer exames de rotina.

8. Estimule hobbies

A agenda de quem está oncológico não deve ser restrita a consultas e procedimentos hospitalares. Incentive-o a continuar fazendo atividades que gosta e que pode fazer ao longo do dia. Mas isso sempre respeitando o ânimo e a energia do paciente.

9. Não faça comparações

Cada indivíduo tem uma forma para o tratamento e o doença; daí a importância de não comparar com outros indivíduos nessa mesma situação. Cada sintoma é diferente em cada pessoa, por isso a forma como a doença vai se manifestar no organismo.

10. Você não é o paciente

Se você nunca passou pela mesma situação, não diga frases como “sei como você se sente”. Além disso, evite frases motivacionais, apenas falando pra a pessoa “pensar positivo” — o melhor é dizer que está ao lado dela independente do que aconteça.

Por Agência Einstein

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