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Verão no prato: quando o calor vira risco à saúde

por | 12 jan, 2026

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Nutricionista David Braga alerta sobre armazenamento irregular de alimentos | Pedro Junior/Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

Sol forte, praias cheias e refeições improvisadas à beira-mar. O cenário típico do verão também traz um efeito colateral recorrente: o aumento do risco de infecções alimentares. Com as altas temperaturas, alimentos mal armazenados, refrigerados ou manipulados de forma inadequada tornam-se ambiente ideal para a proliferação de microrganismos que podem provocar quadros gastrointestinais e até internações.

No Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, a equipe de saúde tem observado crescimento na procura por atendimentos relacionados a esse tipo de problema. Diarreia, vômitos, dor abdominal, náuseas e mal-estar estão entre os sintomas mais frequentes registrados neste período.

“O calor acelera a multiplicação de bactérias e deixa os alimentos mais suscetíveis à contaminação”, explica o nutricionista da unidade, David Braga. Segundo ele, produtos bastante consumidos no verão, como frutos do mar, espetinhos, sanduíches, queijos e bebidas com gelo de procedência desconhecida, figuram entre os principais vilões.

Entre as infecções mais comuns está a salmonelose, causada pela bactéria Salmonella, geralmente associada ao consumo de alimentos de origem animal mal conservados ou mal cozidos. Outras bactérias, como Escherichia coli e Staphylococcus aureus, também encontram no calor um ambiente favorável e podem provocar quadros graves de desidratação, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com imunidade comprometida.

O risco, alerta o especialista, nem sempre é perceptível. “Muitas vezes o alimento não apresenta cheiro ou aparência alterados, mas já está contaminado. A prevenção começa na escolha consciente do que se consome e do local onde se compra”, destaca David Braga.

Para reduzir as chances de infecção, a recomendação é evitar alimentos expostos ao sol, dar preferência a estabelecimentos com boas condições de higiene, não consumir frutos do mar crus ou mal cozidos, utilizar apenas água potável ou mineral lacrada e manter a higienização frequente das mãos.

“O verão deve ser um período de lazer, não de internação. Pequenas atitudes fazem grande diferença para evitar infecções alimentares”, reforça o nutricionista.

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