O senador Renan Calheiros (MDB), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, afirmou em vídeo que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente Arthur Lira (PP-AL) exercem pressão para conter as investigações no âmbito do Tribunal de Contas da União (TCU). O parlamentar também declarou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu do ministro Dias Toffoli os sigilos relacionados às fraudes envolvendo o Banco Master.
O vídeo divulgado pelo senador vem provocando intensa repercussão e debate entre agentes econômicos e lideranças políticas, diante da gravidade das denúncias apresentadas.
Na gravação, Renan Calheiros afirma que a Comissão de Assuntos Econômicos acompanhará de forma rigorosa as investigações sobre o caso. “A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado vai acompanhar, passo a passo, a investigação sobre a mega fraude bancária do Master. As notícias são alarmantes e estão envolvidos 20 bilhões de reais e ligações delinquentes deste banco com o crime organizado na Faria Lima.”
Segundo o senador, a CAE adotará medidas concretas para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. “A CAE irá requisitar documentos, convocar envolvidos e adotar todas as providências para que os lesados sejam reembolsados e os culpados punidos.”
Renan também detalhou que a comissão buscará informações junto a diversos órgãos. “Vamos requisitar todos os documentos já existentes sobre o Banco Master no Banco Central, no Tribunal de Contas da União, na CVM e os inquéritos da Polícia Federal.”
Ao comentar o papel do TCU, o senador fez críticas diretas. “O TCU, por exemplo, é um braço do legislativo para proteger os interesses do país e não para encobrir malfeitos.”
Na sequência, Renan Calheiros denunciou supostas interferências políticas no órgão de controle. “Nós temos recebido informações de uma forte pressão do presidente da Câmara dos Deputados e do ex-presidente sobre o setor do Tribunal de Contas da União.”
Segundo ele, o tribunal não pode limitar o alcance das apurações. “O Tribunal de Contas da União tem mandato para proceder a fiscalização do Banco Central, mas na linha do interesse do país e não colocando limites na própria investigação.”
O senador também criticou a condução do sigilo das investigações. “Da mesma forma que o presidente do inquérito, o ministro Dias Toffoli, tem. Ele tem que tornar as coisas públicas. Ele, por exemplo, mandou os sigilos da fraude para o presidente do Senado Federal.”
Renan classificou o episódio como inédito. “É a primeira vez na história do Senado Federal, nesses 200 anos, que um ministro do Supremo transfere o sigilo de uma fraude para o presidente do Senado. Isso não pode acontecer. Isso tem que ter um limite.”
Por fim, o senador afirmou que a atuação da CAE terá como objetivo garantir o avanço das investigações. “E o objetivo dessa comissão é realmente estabelecer limites para que a investigação possa caminhar e os responsáveis sejam punidos.”
Encerrando o vídeo, Renan Calheiros classificou o caso como um grande escândalo. “Este, portanto, é um escândalo de um banco do submundo, que consegue montar um golpe e agregar muita gente poderosa contra a investigação.”







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