Após sair novamente do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), o Brasil passou a ser apontado como referência para toda a América Latina na luta contra a fome, disse a própria agência da ONU em avaliação recente.
Em Brasília, o representante da FAO para a América Latina e o Caribe, Rene Orellana, afirmou que “o conjunto de políticas implementadas nos últimos anos tem fortalecido, de forma consistente, a segurança alimentar no Brasil”. Segundo ele, essas ações são “políticas integrais e holísticas, que estimulam o consumo, fortalecem o mercado e valorizam os produtores”.
Orellana destacou que a combinação de programas sociais e medidas voltadas à produção, como o fortalecimento do Bolsa Família, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), apoio à agricultura familiar, qualificação profissional, acesso à tecnologia e expansão do crédito a pequenos e médios produtores, foi decisiva para que o país deixasse o Mapa da Fome pela segunda vez.
Para o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, Osmar Dias, o reconhecimento internacional reforça uma trajetória histórica de luta contra a fome. “O próprio programa Bolsa Família é reproduzido em mais de 80 países. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo Brasil, faz parte deste reconhecimento”, disse, ao mesmo tempo em que alertou que “é preciso lutar permanentemente pela continuidade das políticas, pois elas são sempre atacadas”.
Autoridades enfatizam que o diferencial brasileiro está na governança institucional: um Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) que articula 24 ministérios e integra participação social por meio do Consea, criando planos articulados e metas claras como as estabelecidas no Plano Brasil Sem Fome, que teve como meta inicial justamente retirar o país do Mapa da Fome.
Especialistas e representantes do governo afirmam que, apesar do reconhecimento, o desafio agora é manter e ampliar as políticas públicas para evitar retrocessos e garantir que a segurança alimentar seja uma realidade permanente para todos os brasileiros.
*Com informações do portal Vermelho







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