A prisão do ex-presidente do Rioprevidência, no Rio de Janeiro, acendeu um alerta que ecoou até Maceió. Da tribuna da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (04), o vereador Rui Palmeira (PSD) foi direto ao ponto: o mesmo modelo de investimentos que levou a Polícia Federal a agir no estado fluminense foi adotado pela capital alagoana, com consequências já conhecidas — e milionárias.
A operação da PF, que incluiu mandados de busca e apreensão no Rio, investiga aportes considerados suspeitos no Banco Master, instituição que recebeu recursos do fundo previdenciário fluminense em aplicações de alto risco. O caso ganhou repercussão nacional ao revelar que dinheiro de aposentados teria sido exposto a operações temerárias.
Segundo Rui Palmeira, Maceió seguiu o mesmo caminho. O IPREV da capital investiu cerca de R$ 117 milhões no Banco Master, orientado pela consultoria Crédito e Mercado, adotando exatamente o modelo agora investigado pela Polícia Federal. O vereador destacou ainda que Maceió foi acidade brasileira que mais aportou recursos no banco e a única capital do país a realizar investimentos desse porte na instituição.
O cenário, para o parlamentar, é ainda mais grave porque o prejuízo já se concretizou e atingiu diretamente os servidores aposentados. “Esse dinheiro perdido pelo IPREV não era de um gestor, não era de um banco, era o dinheiro dos aposentados. E o que a gente vê hoje é que ele virou luxo, virou benefício para Daniel Vorcaro”, afirmou, em referência ao controlador do Banco Master, ao cobrar a responsabilização dos envolvidos.
Diante do desfecho no Rio de Janeiro, Rui Palmeira foi categórico ao projetar o próximo capítulo do caso em Alagoas. “Do mesmo jeito que a Polícia Federal bateu na porta do Rioprevidência, ela vai bater na porta do IPREV Maceió”, alertou.
O vereador também defendeu transparência total, apuração rigorosa das responsabilidades e medidas concretas para impedir que os recursos previdenciários dos servidores municipais voltem a ser expostos a operações de risco, reforçando que o caso não é apenas financeiro, mas social e institucional.






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