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Escândalo no IPREV: Toc, Toc, Toc da PF se aproxima

por | 9 fev, 2026

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Iprev Maceió | Cortesia

O ex-prefeito e vereador Rui Palmeira (PSD) tem se destacado na Câmara Municipal de Maceió como uma das principais vozes críticas à gestão do prefeito João Henrique Caldas (JHC), ao cobrar esclarecimentos sobre a condução do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (IPREV) e a atuação do então diretor-presidente Ronnie Reyner Teixeira Mota, demitido após o escândalo envolvendo o Banco Master.

Em declarações ao site Metrópoles, Rui Palmeira afirmou que Maceió teria se tornado “o município que mais perdeu dinheiro” com a liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025. Segundo ele, o IPREV aplicou R$ 117 milhões em letras financeiras da instituição.

Denúncia ao Ministério Público e à Polícia Federal

O vereador formalizou denúncia junto ao Ministério Público de Alagoas e à Polícia Federal, apontando supostas irregularidades no processo de decisão dos investimentos do IPREV. De acordo com Palmeira, houve “gravíssima afronta aos ditames legais” que regem as reuniões do instituto.

Ele cita a Lei Municipal nº 5.828/2009, que exige a presença mínima de sete conselheiros para abertura de reunião e de seis para deliberações. Documentos anexados à denúncia indicam que, em 1º de dezembro de 2023, o Comitê de Investimentos aprovou um aporte de R$ 80 milhões no Banco Master com apenas quatro integrantes presentes, abaixo do quórum legal.

 

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Questionamentos sobre autonomia e comunicação

A autonomia de Ronnie Reyner para realizar operações financeiras de alto risco não ficou clara, assim como não há esclarecimento sobre eventual comunicação prévia à chefia imediata, no caso, o prefeito JHC. Nomeado por JHC para diferentes funções na administração municipal, o ex-dirigente do IPREV teria, segundo o vereador, conduzido a operação sem transparência.

O caso do IPREV ocorre em meio a apurações envolvendo outros regimes próprios de previdência no país. A Polícia Federal realizou buscas, apreensões e prendeu o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, além de cumprir operações no Amapá Previdência (Amprev). Diante desse cenário, o IPREV pode vir a ser alvo de futuras ações da Polícia Federal.

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