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Operação Vassalos: Polícia Federal investiga desvio de emendas parlamentares e contratos com DNOCS e Codevasf

por | 25 fev, 2026

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© Polícia Federal/divulgação

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Vassalos, investigação que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares federais e contratos com órgãos vinculados ao governo federal.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpre 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.

Contratos com DNOCS e Codevasf

De acordo com as informações divulgadas, os valores investigados tiveram origem em contratos firmados com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Em 2020, quando exercia a liderança do governo do então presidente Jair Bolsonaro no Senado, o então senador Fernando Bezerra Coelho destinou R$ 175 milhões em emendas de relator para obras de infraestrutura executadas pela Codevasf em Petrolina (PE).

Segundo os dados mencionados na investigação, ao todo, a empresa Liga Engenharia teria recebido R$ 185,8 milhões em pagamentos do governo federal no período analisado.

O que a PF apura

A Polícia Federal investiga a possível existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, com indícios de:

• Direcionamento de licitações;

• Desvio de recursos de emendas parlamentares;

• Pagamento de vantagens indevidas;

• Lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Os investigadores apuram se parte dos recursos das emendas teria sido utilizada para beneficiar empresas previamente ajustadas em processos licitatórios.

Alvos da operação

Entre os nomes citados pela imprensa como alvos de mandados estão:

• O ex-senador Fernando Bezerra Coelho;

• O deputado federal Fernando Coelho Filho;

• Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina.

Até o momento, não há condenações. A investigação está em fase inicial e os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Próximos passos

A PF deverá divulgar balanço oficial após a conclusão das diligências do dia. A análise do material apreendido poderá resultar em novas fases da operação, pedidos de quebra de sigilo ou eventual oferecimento de denúncia ao Ministério Público.

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