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Marcos Pereira diz que “ócio demais faz mal” e associa tempo livre a riscos como jogos e drogas ao criticar fim da jornada 6×1

por | 26 fev, 2026

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Foto: Divulgação

A discussão sobre o fim da jornada 6×1 — regime em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um — ganhou novo capítulo após declarações do deputado Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, em entrevista concedida nesta quarta-feira (26) à Folha de S.Paulo. Ao comentar a proposta, o parlamentar afirmou que considera inadequado votar uma mudança dessa dimensão em ano eleitoral e defendeu cautela no debate.

Durante a entrevista, Pereira fez uma afirmação que provocou repercussão ao associar a redução da jornada ao aumento do tempo ocioso. Segundo ele, “ócio demais faz mal” e, ao questionar a ampliação do tempo livre para trabalhadores de baixa renda, indagou qual seria o lazer disponível “numa comunidade” ou “no sertão do Nordeste”. Na argumentação, sugeriu que mais tempo livre, sem estrutura adequada, poderia expor pessoas vulneráveis a riscos como jogos e drogas.

A proposta em discussão no Congresso altera um modelo amplamente adotado em setores como comércio, serviços e parte da área da saúde. Defensores da mudança sustentam que a revisão da escala representa avanço nas relações de trabalho, com impacto positivo na qualidade de vida, na saúde mental e no equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Também argumentam que jornadas mais equilibradas podem gerar ganhos de produtividade.

Críticos, entre eles Marcos Pereira, afirmam que alterações estruturais nas regras de jornada exigem análise aprofundada dos impactos econômicos, especialmente sobre pequenas e médias empresas. Para o deputado, a comparação da proposta com marcos históricos da legislação trabalhista brasileira é inadequada e o tema não deveria ser conduzido sob pressão eleitoral.

O debate ultrapassa o campo técnico e se insere em uma disputa mais ampla sobre desenvolvimento econômico, proteção social e o papel do Estado nas relações de trabalho, em meio à reorganização do cenário político para 2026.

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