
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O deputado Alencar Santana acusou o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, de ter dado um “golpe” na votação que analisava requerimentos de quebra de sigilo e convocações de investigados. Segundo o parlamentar, houve distorção na contagem dos votos durante a deliberação.
A controvérsia ocorreu durante votação simbólica de 87 requerimentos. De acordo com Alencar, o presidente da comissão anunciou que havia apenas sete votos contrários às medidas. No entanto, segundo a base governista, o número correto seria 14 votos contrários — sendo nove deputados federais e cinco senadores e senadoras alinhados ao governo.
Para o deputado, isso significa que toda a bancada governista presente à sessão votou contra os requerimentos, mas o resultado proclamado não refletiu essa manifestação. “Ele disse que nós tínhamos apenas sete votos, quando tínhamos 14. Só de deputados eram nove, mais cinco senadores e senadoras”, afirmou.
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Na avaliação de Alencar Santana, a divergência na contagem alterou a interpretação do placar e comprometeu a legitimidade da decisão tomada pela comissão. Parlamentares da base passaram a questionar formalmente a condução da votação e defenderam a revisão do resultado.
O senador Carlos Viana rejeitou as acusações e sustentou que a votação ocorreu de acordo com o regimento das comissões do Congresso, dentro do modelo simbólico adotado. A oposição afirma que o procedimento foi regular e que o resultado proclamado segue as normas aplicáveis.
O episódio aumentou a tensão política no colegiado e pode gerar novos desdobramentos regimentais tanto na comissão quanto no âmbito do Congresso Nacional.




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