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Caminhada marca oito anos do crime da Braskem em Maceió

por | 5 mar, 2026

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Reprodução

Movimentos sociais, moradores e lideranças comunitárias realizam neste sábado uma caminhada pelas áreas afetadas pelo desastre socioambiental provocado pela mineração da Braskem em Maceió. O ato marca os oito anos do crime que levou ao afundamento do solo em diversos bairros da capital e provocou a retirada de milhares de famílias de suas casas.

A mobilização pretende reforçar a memória sobre o ocorrido e manter viva a cobrança por justiça e reparação integral às vítimas. Os participantes também defendem que tragédias semelhantes não voltem a ocorrer em Alagoas ou em qualquer outra região do país.

A caminhada terá concentração às 9h, em frente à entrada do Flexal de Cima, e seguirá pelas comunidades dos Flexais e de Marques de Abrantes, territórios diretamente atingidos pelos impactos da exploração de sal-gema.

Essas áreas estão entre as mais marcadas pelo desastre que provocou o deslocamento forçado de moradores, a destruição de casas e comércios e profundas transformações na vida social e econômica das comunidades.

Segundo os organizadores, o ato busca reafirmar a resistência das populações atingidas e fortalecer a mobilização por direitos. A pauta inclui a defesa da memória coletiva, a responsabilização pelos danos causados e a garantia de reparação adequada às famílias prejudicadas.

A atividade também pretende ampliar o debate público sobre os efeitos do desastre e manter a pressão por soluções que respeitem os moradores e os territórios afetados.

Moradores das comunidades, estudantes, organizações da sociedade civil e toda a população alagoana estão sendo convidados a participar da caminhada. Para os organizadores, lembrar o que aconteceu é parte fundamental da luta por justiça.

“O ato é um momento de reafirmar a verdade, fortalecer a luta das comunidades atingidas e exigir respeito às vítimas”, destacam os movimentos envolvidos na mobilização.

A caminhada deve reunir pessoas que, oito anos após o início da crise, seguem denunciando os impactos sociais e ambientais do desastre e defendendo que a memória das vítimas permaneça viva como forma de resistência.

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