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Feminicídios crescem e colocam Judiciário em alerta em Alagoas

por | 30 mar, 2026

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Reprodução

O avanço dos feminicídios em Alagoas acendeu o alerta no Tribunal de Justiça de Alagoas, que reconhece o aumento dos casos e a dificuldade de conter a violência apenas com punições.

Dados do próprio Judiciário mostram a dimensão do problema: milhares de medidas protetivas são concedidas todos os anos no estado. Em recorte recente, mais de 800 decisões desse tipo foram registradas em apenas dois meses — indicador de que a violência contra mulheres segue em alta e, muitas vezes, evolui para desfechos fatais.

Segundo o TJAL, o feminicídio geralmente é o ponto final de um ciclo contínuo de agressões. Mesmo com instrumentos legais e atuação judicial, a resposta penal tem alcance limitado, pois ocorre, na maioria das vezes, após a escalada da violência.

“A resposta penal é necessária, mas insuficiente”, destaca a análise do tribunal, ao apontar que o modelo atual não tem conseguido reduzir de forma consistente os índices de assassinatos de mulheres.

O Judiciário também chama atenção para a necessidade de reforçar a prevenção. A avaliação é de que, sem integração entre Justiça, forças de segurança e políticas públicas, o número de casos tende a se manter elevado.

O alerta inclui ainda a dimensão estrutural do problema: o feminicídio está ligado a desigualdades de gênero e exige mudanças culturais de longo prazo.

Diante dos números, o TJAL defende a ampliação de políticas de proteção e acompanhamento das vítimas, para evitar que os casos avancem. Sem isso, o sistema continuará reagindo após a violência — e não conseguirá conter o crescimento dos feminicídios no estado.

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