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Legislativo debate direito à moradia e homenageia pe. Júlio Lancelotti

por | 30 mar, 2026

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Fotos: Assessoria

Em sessão especial realizada nesta segunda-feira, 30, a Assembleia Legislativa de Alagoas debateu o tema “Campanha da Fraternidade 2026 – Fraternidade e Moradia”. Iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entidade que reúne os bispos da Igreja Católica brasileira, o tema deste ano é um chamado à consciência da sociedade sobre o direito de todos os seres humanos a uma moradia digna.

O déficit habitacional brasileiro é de 6 milhões de moradias. No país, mais de 26 milhões de residências são consideradas inadequadas.

Proposta pelo deputado Ronaldo Medeiros (PT), a solenidade reuniu representantes de movimentos sociais, do sistema de Justiça, da Igreja Católica, e trouxe a Maceió o padre Júlio Lancellotti, reconhecido nacionalmente por sua atuação junto à população em situação de rua.

“Moradia é direito, não é favor”, disse o religioso. Segundo ele, “essa não é uma luta solitária de ninguém, mas uma luta de muitos”. Na mesma solenidade, o religioso foi homenageado com o título de Cidadão Honorário de Alagoas, um reconhecimento aos mais de 40 anos de luta em defesa dos direitos humanos e a  cuidado com a população em situação de rua.

Autor da proposta de debate sobre a campanha, o deputado Ronaldo Medeiros (PT/AL) cobrou políticas efetivas para a população em situação de rua. “Não existe fraternidade sem moradia, não existe fraternidade sem respeito”, disse ele.

Presente à solenidade, o desembargador Tutmés Ayran, do Tribunal de Justiça de Alagoas, abordou o direito à moradia como um dos mais básicos e elementares.

“Essa condição de miserabilidade que afasta o homem do direito ao abrigo e que produz, inclusive, dependência química, é objeto dessa sessão. Essa reflexão é importantíssima e inadiável porque esse povo precisa de cuidados especiais” – declarou o magistrado.

A população em situação de rua de Maceió foi representada pela assistente social Rafaelly Machado. “Chega de achar que a gente só precisa de um cobertor, de uma sopa quente, de um prato de cuscuz com salsicha. Não! O nosso programa é muito mais. São direitos constitucionais, porque nós somos cidadãos brasileiros” – afirmou.

Completaram a mesa de honra o deputado Breno Albuquerque (MDB), o juiz federal Antônio Araújo., o secretário de Estado dos Direitos Humanos, Marcelo Nascimento, a assistente social Sonally Bastos, e o reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Odilon Máximo.

Com Assessoria

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