A Justiça Eleitoral celebra nesta quarta-feira (13) os 30 anos da criação da urna eletrônica, tecnologia que transformou o sistema de votação brasileiro ao ampliar a segurança, a rapidez na apuração e a transparência das eleições.
Desenvolvida a partir de 1995 por uma comissão técnica coordenada pela Justiça Eleitoral, com participação de especialistas de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a urna eletrônica surgiu com o objetivo de eliminar fraudes e reduzir a interferência humana no processo de apuração dos votos.
A primeira utilização do equipamento ocorreu nas eleições municipais de 1996, quando mais de 32 milhões de brasileiros votaram eletronicamente em cidades de maior porte. Quatro anos depois, em 2000, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a realizar uma eleição totalmente informatizada.
Antes da implantação do sistema eletrônico, o processo eleitoral brasileiro utilizava cédulas de papel, modelo frequentemente alvo de denúncias de extravios, adulterações e erros de contagem. A informatização do cadastro nacional de eleitores, iniciada nos anos 1980, foi considerada fundamental para garantir maior controle e confiabilidade às eleições.
Ao longo de três décadas, a tecnologia passou por sucessivos aperfeiçoamentos em segurança, acessibilidade e desempenho. Até as eleições municipais de 2024, o país já utilizou 14 modelos diferentes de urnas eletrônicas.
Entre os principais avanços estão sistemas de criptografia, mecanismos de auditoria, biometria para identificação do eleitor, recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva e melhorias no consumo de energia e sustentabilidade dos equipamentos.
Nas eleições municipais de 2024, mais de 153 milhões de eleitores utilizaram cerca de 570 mil urnas distribuídas em 5.569 municípios brasileiros, consolidando o Brasil como o país com a maior eleição informatizada do mundo.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), Alcides Gusmão da Silva, destacou o impacto da tecnologia no combate às fraudes eleitorais. “Nesses 30 anos, a urna acabou com a fraude eleitoral e com a possibilidade de uma pessoa votar por outra”, afirmou.
Além da segurança, a Justiça Eleitoral aponta que a urna eletrônica contribuiu para tornar o processo eleitoral mais ágil e acessível, reduzindo o tempo de votação e ampliando a confiança no resultado das eleições brasileiras.







0 comentários