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Coceiras, manchas e queda de cabelo podem indicar doenças internas, alerta dermatologista

por | 17 maio, 2026

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A pele, considerada o maior órgão do corpo humano, pode funcionar como um importante indicador da saúde interna. Alterações aparentemente simples, como coceiras persistentes, manchas, placas e queda de cabelo, podem estar associadas a doenças que afetam diferentes órgãos e sistemas do organismo. O alerta é da dermatologista Cecília Pugliesi, da Unimed Maceió.

Segundo a especialista, um dos sinais mais frequentes é o prurido, conhecido popularmente como coceira. Apesar de muitas vezes estar relacionado a irritações simples da pele, o sintoma pode indicar doenças mais complexas.

“A coceira pode ser um alerta para doenças renais e hepáticas”, afirma a médica.

Outro ponto de atenção são as manchas e nódulos cutâneos. Algumas alterações podem estar associadas a tumores e diferentes tipos de câncer.

“Uma mancha no umbigo, que na verdade é um nódulo, é característica de tumor de pâncreas”, explica Cecília Pugliesi. Ela também destaca que sinais escuros espalhados pelo corpo podem levantar suspeita para melanoma, considerado um dos tipos mais agressivos de câncer de pele.

As chamadas placas — lesões elevadas ou espessadas — também exigem investigação. De acordo com a dermatologista, elas podem indicar casos de Hanseníase.

“Podem indicar hanseníase, que se manifesta de várias formas, desde manchas esbranquiçadas sem sensibilidade até placas que se espalham pelo rosto e orelhas”, detalha.

A especialista explica ainda que outras doenças sistêmicas também podem apresentar sinais visíveis na pele. Tumores intestinais, por exemplo, podem provocar manchas na boca, enquanto a queda de cabelo pode estar relacionada à deficiência de vitaminas ou distúrbios metabólicos.

Doenças infecciosas também costumam gerar manifestações dermatológicas. Em pessoas imunossuprimidas, como pacientes com AIDS, podem surgir herpes, candidíase e até alguns tipos de tumores.

“Alguns linfomas são característicos de pacientes soropositivos, e muitas manifestações aparecem na pele”, observa.

Quando o assunto é câncer de pele, a médica orienta atenção à chamada regra do “ABCDE”, utilizada para identificar sinais suspeitos de melanoma: assimetria, bordas irregulares, contornos mal definidos, diâmetro maior que seis milímetros e evolução da lesão.

Mudanças de cor, crescimento rápido ou sangramentos também devem ser observados. “A partir desses sinais, especialmente se houver persistência, é fundamental procurar ajuda médica”, reforça.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o câncer de pele segue como o tipo mais incidente no Brasil. Já o Ministério da Saúde alerta para o elevado número de novos casos de hanseníase registrados anualmente no país, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

Apesar do acesso facilitado à informação na internet, Cecília Pugliesi faz um alerta contra o autodiagnóstico baseado em pesquisas online.

“As pessoas acabam se desesperando e chegam ao consultório achando que têm doenças graves”, afirma.

Ela cita como exemplo o melanoma ungueal, que pode aparecer como uma faixa escura na unha.

“Nem toda listra é câncer. Pode ser um hematoma ou uma micose. Por isso, antes de qualquer conclusão, é essencial buscar avaliação profissional”, orienta.

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