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Mais de 200 toneladas de cabos retirados reduzem riscos de acidentes e incêndios em Maceió

por | 27 maio, 2026

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O volume de fios e cabos abandonados em postes de Maceió vinha acumulando riscos que iam além da poluição visual. Materiais obsoletos deixados por empresas de telecomunicações próximas à rede elétrica aumentavam a possibilidade de incêndios, curtos-circuitos, acidentes e comprometiam a circulação de pedestres em áreas de grande movimentação da capital.

Em um ano de ações de reorganização da infraestrutura aérea, mais de 95 quilômetros de cabeamentos inservíveis foram retirados da cidade — distância superior ao trajeto entre Maceió e São Miguel dos Milagres. Também foram removidas mais de 200 toneladas de materiais sem uso, reduzindo a sobrecarga física nos postes e eliminando estruturas que poderiam causar danos à população e à rede urbana.

Além dos riscos elétricos, os chamados emaranhados de fios criavam “barrigas” entre postes, situação que dificultava a passagem em calçadas e elevava o risco de acidentes, especialmente em regiões com grande fluxo de pessoas. Trabalhadores responsáveis pela manutenção da iluminação pública também enfrentavam dificuldades, já que os cabos inutilizados interferiam no acesso aos equipamentos e na identificação dos pontos de iluminação.

As intervenções chegaram a 14 bairros da capital, incluindo áreas comerciais e de intensa circulação. No Centro de Maceió, por exemplo, o reordenamento atingiu todas as ruas e avenidas da região, tornando-se a primeira área da cidade a alcançar cobertura integral da ação.

O trabalho envolveu a retirada de fios sem utilização e a reorganização das redes ativas de telefonia e internet, que passaram a ser agrupadas e compactadas para reduzir a ocupação irregular da infraestrutura aérea. Técnicos especializados atuaram para garantir a continuidade dos serviços e evitar impactos a residências, estabelecimentos comerciais e empresas.

Segundo dados do projeto, a definição das áreas prioritárias considerou locais de grande circulação e, principalmente, pontos identificados com potencial de risco elevado. O cronograma prevê continuidade das ações em importantes corredores urbanos da capital, como as avenidas Fernandes Lima, Menino Marcelo, Leste-Oeste e Durval de Góes Monteiro.

Especialistas destacam que a permanência de cabos abandonados em postes representa um desafio crescente para cidades brasileiras, não apenas pelos impactos visuais, mas também pelos riscos estruturais e de segurança associados à ocupação desordenada das redes aéreas.

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