O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o pagamento de verbas extras ao ministro Marco Buzzi, afastado preventivamente desde fevereiro após denúncias de assédio sexual. Com a medida, a remuneração líquida do magistrado caiu de cerca de R$ 100 mil para R$ 35 mil mensais.
A decisão ocorre três meses após o afastamento do ministro e depois de questionamentos sobre a manutenção de benefícios pagos mesmo durante o período em que ele estava fora das funções.
Em abril, reportagens revelaram que Buzzi continuava recebendo valores superiores ao teto constitucional por meio de verbas classificadas como “indenizações” e “vantagens pessoais”. Segundo o STJ, o corte segue determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que prevê a suspensão de pagamentos indenizatórios a magistrados afastados em processos disciplinares.
Os contracheques anteriores apontavam pagamentos líquidos acima de R$ 100 mil, embora o salário-base de um ministro do STJ seja de aproximadamente R$ 44 mil. Parte da remuneração adicional incluía auxílios e benefícios como moradia, saúde, alimentação e gratificações incorporadas ao vencimento.
Com a mudança, os valores pagos como indenizações caíram drasticamente. Ainda assim, o ministro segue recebendo parcelas classificadas como “vantagens pessoais”, estimadas em cerca de R$ 16 mil mensais.
Marco Buzzi é alvo de Processo Administrativo Disciplinar no STJ e também responde a investigação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do magistrado nega irregularidades e afirma que as acusações não possuem provas concretas.







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